CAPÍTULO 58 — FÚRIA NARRANDO Eu ainda tava puto pra c*****o. Não tinha como ficar naquela casa depois do que ela falou, depois da forma como ela me encarou, como se eu fosse qualquer um, como se minhas palavras não tivessem peso nenhum, como se tudo que eu represento naquele morro não significasse nada dentro daquelas paredes, e aquilo me corroía de um jeito que eu não estava acostumado a sentir. Saí batendo a porta com força suficiente para ecoar pela casa inteira, desci os degraus praticamente atropelando tudo no caminho, sentindo o sangue pulsar nas veias como se estivesse prestes a entrar em guerra, mas o pior de tudo era saber que não tinha inimigo na minha frente, porque o problema não estava do lado de fora. O problema estava dentro da minha própria cabeça. Montei na moto sem n

