CAPÍTULO 126 — ISADORA NARRANDO Acordei antes mesmo do despertador. Por alguns segundos fiquei parada, olhando pro teto sem entender exatamente por que meu corpo já estava desperto daquele jeito. Foi só quando senti o braço pesado do Fúria atravessado na minha cintura e o calor do corpo dele colado nas minhas costas que a lembrança da noite anterior me atingiu. Meu rosto esquentou automaticamente. Porque por mais que eu tentasse bancar a racional, a verdade era que aquele homem tinha uma capacidade absurda de bagunçar tudo dentro de mim. Me mexi devagar, tentando sair sem acordar ele, mas foi inútil. A mão dele apertou minha cintura no mesmo instante. — Tá indo pra onde? — a voz saiu rouca, ainda carregada de sono. Sorri sem querer. — Levantar. Ele resmungou alguma coisa que eu

