CAPÍTULO 123 — BRUNA NARRANDO Saí do quartinho tentando manter a postura firme, mas a verdade era que meu corpo inteiro ainda estava tenso depois daquela conversa com o DaCruz. O baile continuava lotado. Luzes. Música. Gente bêbada se empurrando no meio da multidão. Só que, enquanto todo mundo ali curtia, minha cabeça parecia um inferno. Desci as escadas do camarote tentando não chamar atenção, puxando o lenço mais pra frente da cabeça por causa do corte horrível que os homens do Fúria fizeram em mim, e só de lembrar daquela humilhação meu sangue voltou a ferver. Porque foi tudo por causa dela. Daquela desgraçada. Desde que a Isadora apareceu na vida do fúria, minha vida virou piada. Antes dela, era eu. Era meu nome que ele chamava. Era minha cama que ele frequentava. Era meu

