CAPÍTULO 124 — ISADORA NARRANDO O silêncio entre mim e o Fúria continuava estranho depois da conversa sobre meu pai. Mas não estranho de um jeito r**m. Era diferente. Mais íntimo. Como se alguma coisa tivesse mudado entre a gente depois que eu finalmente deixei ele enxergar um pedaço da bagunça que existia dentro de mim. Ele continuava parado perto demais, me observando daquele jeito intenso que sempre parecia atravessar qualquer tentativa minha de esconder o que estava sentindo. E aquilo ainda me desestabilizava. Muito. Principalmente porque, pela primeira vez em muito tempo, eu estava começando a me acostumar com a presença dele. Com o toque. Com a voz. Com a forma absurda que aquele homem entrava em todos os espaços da minha cabeça sem pedir licença. Passei a mão no cabelo

