CAPÍTULO 39 ISADORA NARRANDO Ele disse que ia me mostrar exatamente o que eu fazia com ele. Não foi uma ameaça, nem uma promessa vazia — foi uma declaração carregada de intenção, daquelas que fazem o corpo inteiro arrepiar antes mesmo de entender o que está por vir. Mas, ao contrário do que eu esperava, ele não quis ir rápido. Nada de pressa, nada de atropelo. O Fúria queria sentir, queria ver, queria explorar cada reação minha, cada suspiro, cada tremor que eu fosse capaz de entregar. Quando ele mandou eu deitar, não foi uma ordem qualquer. Foi um comando que carregava o peso do que estava por vir, um convite para me entregar sem reservas. Eu, que nunca tinha sentido nada parecido, me vi obedecendo, sentindo o coração acelerar, a pele arrepiar, e uma mistura de medo e desejo que me de

