Capítulo 17 Narrador: Nando O clima na mesa depois que a Isadora saiu batendo o pé não era de amizade. O Fúria ficou encarando o prato como se quisesse furar o vidro com o olhar, e o silêncio que ficou na cozinha era do tipo que precede tiroteio. Eu continuei comendo meu estrogonofe, fingindo que não estava sentindo a eletricidade no ar, mas por dentro eu estava rindo da audácia daquela garota. Ninguém nunca tinha falado "com ele assim" na cara do dono do morro. — Qual foi, irmão? — quebrei o gelo, deixando o garfo de lado. — Não quer deixar a Isa levar a Clarinha na praça por quê? A garota tá mofando lá em cima, precisa de um ar. Fúria levantou os olhos para mim, e se olhar matasse, eu já estava fazendo companhia para os defuntos do cemitério lá embaixo. — Isa é o c*****o, Fernando!

