Eu travei o copo de cerveja na mão. As duas se abraçaram como se o mundo fosse acabar. Vi os ombros delas balançarem... parecia que estavam chorando. Fiquei ali, assistindo aquela cena, tentando entender que tipo de ligação era aquela. Elas sentaram e ficaram conversando baixo, cabeças coladas. A Clarinha, que não é boba, percebeu o clima e foi até elas. Minha filha sentou no colo da Isadora e, com aquelas mãozinhas pequenas, limpou as lágrimas do rosto dela. Aquela cena me deu um aperto estranho no peito. Clarinha apontou para uma loja do outro lado da rua e as três levantaram, caminhando em direção à sorveteria. O limite da minha paciência tinha chegado ao fim. Peguei o celular e mandei a mensagem curta e grossa para o Fernando: "Quero as duas em casa agora. O tempo acabou". Vi o Nando

