Olhei para ele, incrédula. — Qual é o problema? Eles não podem fazer a segurança da gente? — questionei, já sem paciência. Ele não respondeu de imediato, apenas virou o rosto para a Clarinha com uma facilidade absurda, como se trocasse de máscara em segundos. — Vai lá pegar seus brinquedos, pequena — disse com uma suavidade que não existia quando falava comigo. Ela saiu correndo animada, completamente alheia ao que estava acontecendo. E no instante em que ficamos sozinhos, ele se levantou. Veio na minha direção devagar, mas com uma presença que dominava o ambiente, até parar perto demais, invadindo meu espaço de propósito, como se quisesse testar até onde eu iria aguentar. — Você tá ficando maluca, p***a? — falou baixo, a raiva controlada na voz. — Quando esse top molhar, vai marcar

