CAPÍTULO 88 — FÚRIA NARRANDO O dia ainda carregava o peso do que tinha acontecido na noite anterior, como se o morro inteiro estivesse respirando mais atento, mais silencioso, mesmo com tudo aparentemente voltando ao normal, porque depois de uma invasão ninguém relaxa de verdade, ninguém baixa a guarda por completo, e eu muito menos, já que manter tudo sob controle não era só responsabilidade, era sobrevivência. Entrei na boca sem diminuir o passo, sentindo os olhares acompanharem cada movimento meu, porque todo mundo ali sabia que, mesmo quando o problema parecia resolvido, era naquele momento que qualquer erro podia custar caro, e eu não trabalhava com margem para erro. Empurrei a porta da sala, entrando direto, indo até a mesa onde já tinham deixado separado tudo que precisava ser vi

