— Me solta agora! — ela gritou, revoltada. Eu soltei uma risada baixa, sem humor, carregada de provocação. — Continua tentando — murmurei — eu quero ver até onde vai. Ela se mexia se batendo forçando. Mas não mudava nada, porque quando eu decido, não tem força que reverta. Saí com ela daquele jeito pelo meio do baile, passando por todo mundo, ignorando completamente os olhares, porque ninguém ali ia se meter, ninguém era burro a esse ponto, e quem conhecia meu nome sabia exatamente que aquilo não era situação para intervenção. Cheguei até o carro do Nando já chamando um dos vapores, jogando a chave da minha moto na mão dele sem nem olhar. — Leva essa p***a — falei seco. Abri a porta do carro e coloquei ela lá dentro sem delicadeza nenhuma, como se estivesse guardando algo que não p

