CAPÍTULO 79 — FÚRIA NARRANDO Eu não sei em que momento exato perdi o controle daquela situação, mas a verdade é que, quando meus dedos se entrelaçaram aos dela e eu comecei a conduzir Isadora para dentro de casa, já não existia mais volta, já não existia mais espaço para recuar, porque tudo dentro de mim estava completamente dominado por uma necessidade que eu não reconhecia, uma vontade que não vinha só do corpo, vinha de um lugar mais fundo, mais perigoso, um lugar que eu sempre mantive trancado. O silêncio da casa parecia mais pesado do que nunca enquanto eu caminhava com ela pelo corredor, sentindo cada passo como se estivesse atravessando uma linha que eu mesmo tinha desenhado e que agora estava ignorando sem nem tentar justificar, porque não fazia sentido lutar contra aquilo naquel

