E voltei ao silêncio. Simples assim. Nada sobre ontem. Nada sobre nós. Nada sobre ele. E isso pareceu afetar mais do que qualquer coisa. Porque o silêncio machuca mais do que grito. E eu sabia disso. Terminei de cuidar da Clarinha, tirando ela da cadeirinha e levando para a sala, colocando ela no tapete com os brinquedos enquanto me sentava no sofá, pegando o celular só pra ocupar as mãos, sem realmente prestar atenção em nada. Ele ainda estava ali. Eu sentia. Mas não olhei. Não dei esse espaço. E depois de alguns minutos, escutei os passos se afastando. A porta se fechou. E eu fiquei sozinha de novo. Dessa vez por escolha. Soltei o ar devagar, encostando a cabeça no sofá por um segundo, mas não me permiti ir além disso, não me permiti sentir mais do que o necessário, porq

