CAPÍTULO 101 — FÚRIA NARRANDO A primeira coisa que senti quando acordei foi o vazio do outro lado da cama. Passei a mão devagar pelo lençol ainda meio perdido entre sono e realidade, procurando automaticamente o corpo dela, o calor dela, qualquer sinal de que a Isadora ainda estava ali, mas encontrei apenas o tecido frio e bagunçado. Abri os olhos lentamente, encarando o teto por alguns segundos enquanto minha cabeça começava a despertar de verdade, sentindo o silêncio do quarto pesado ao redor, diferente do silêncio de antes, porque agora eu já tinha acostumado com a presença dela ocupando espaço dentro de casa. Dentro da minha cama. Dentro da minha cabeça. Soltei o ar devagar antes de me sentar na beirada, passando a mão pelo rosto enquanto organizava os pensamentos, mas bastou meu

