CAPÍTULO 118 — ISADORA NARRANDO O quarto da Amanda continuava carregado daquele silêncio estranho que sempre aparece depois que alguém chora tudo que estava tentando segurar por tempo demais, e mesmo depois da conversa, mesmo depois dela finalmente admitir em voz alta o que estava sentindo pelo Nando, ainda dava pra perceber que a cabeça dela continuava longe. Sentada na cama, ela encarava o nada enquanto girava o celular entre os dedos, claramente perdida dentro dos próprios pensamentos. E eu conhecia aquela sensação. Conhecia bem demais. Porque às vezes o problema não era falta de resposta. Era justamente saber que qualquer escolha ia doer. Suspirei devagar antes de levantar da cama. — Chega. Amanda piscou algumas vezes me olhando sem entender. — Chega o quê? — De ficar tranca

