CAPÍTULO 37

771 Words

CAPÍTULO 37 FÚRIA NARRANDO O silêncio dela era a resposta mais barulhenta que eu já tinha ouvido. Eu esperava o tapa, o xingamento, a resistência que me daria um motivo para ser o ogro de sempre. Mas não. Quando ela enlaçou o meu pescoço, o mundo lá fora — desligou, o rádio, a guerra pela Isadora — simplesmente deixou de existir. Sobrou só o som da respiração dela, curta, contra o meu peito, e o cheiro de sabonete misturado com a maresia que ainda insistia em ficar na pele dela. Eu estava perdendo a linha. Minhas mãos, que sabiam exatamente como manejar um fuzil, pareciam desajeitadas tentando não esmagar a Isadora contra mim. Ela era macia demais, quente demais, e o contraste da pele dela molhada contra a minha roupa áspera estava me deixando louco. Eu apertei a cintura dela, sentind

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