CAPÍTULO 64 — ISADORA NARRANDO Eu fiquei olhando para a porta depois que ele saiu. O som dos passos dele se afastando pelo corredor ainda ecoava dentro de mim, como se cada batida no chão fosse uma lembrança de tudo que aconteceu na noite anterior, de tudo que foi dito, de tudo que ainda estava m*l resolvido entre a gente, e mesmo assim, por mais que eu quisesse manter aquela distância que eu prometi para mim mesma, alguma coisa naquele “se você quiser ir comigo” não saía da minha cabeça. Porque não foi uma ordem. E isso, vindo dele, já era estranho o suficiente para me deixar desconcertada. Apoiei as mãos na mesa, respirando fundo, tentando organizar os pensamentos, tentando separar o que era razão do que era impulso, porque eu sabia muito bem que qualquer deslize meu ali dentro pode

