CAPÍTULO 65 — NANDO NARRANDO Eu acordei com um sorriso que eu nem fiz questão de esconder. O corpo ainda pesado, relaxado de um jeito raro, como se cada músculo tivesse finalmente encontrado um descanso que fazia tempo que eu não sentia, e a primeira coisa que veio na minha cabeça foi a noite anterior, cada detalhe voltando sem esforço, cada sensação ainda viva como se não tivesse acabado. Porque não foi só mais uma noite. Não foi só mais uma mulher. Foi diferente. A Amanda não entrou no meu ritmo. Ela bateu de frente com ele. E foi isso que me deixou preso. Virei o rosto devagar, olhando para o lado da cama, e lá estava ela, ainda dormindo, o cabelo espalhado pelo travesseiro, o lençol cobrindo só o suficiente para deixar tudo ainda mais perigoso para minha sanidade, e eu fiquei

