CAPÍTULO 55 FÚRIA NARRANDO O copo na minha mão já não servia mais pra nada, porque o gosto do uísque tinha virado irrelevante diante do que eu estava vendo acontecer bem na minha frente, enquanto o som do baile seguia alto, pesado, vibrando no peito de todo mundo, menos no meu, porque dentro de mim o que batia não era música, era raiva. Raiva da situação do Nando e de mim mesmo. E, principalmente… raiva dela. Porque eu sabia exatamente o que aquele vestido estava fazendo, não só com quem estava olhando, mas comigo, e isso era o que mais me irritava, o fato de eu não conseguir ignorar, de não conseguir simplesmente virar as costas e fingir que não me afetava. Apertei o copo com força antes de virar o resto da bebida de uma vez só, sentindo o líquido descer queimando, mas sem fazer difer

