CAPÍTULO 93 — DONO DO MORRO DA CRUZ NARRANDO Eu estava com vontade de arrancar a cabeça de alguém e usar de exemplo no meio da boca, só pra lembrar todo mundo que aqui não tem espaço pra erro, não tem espaço pra fraqueza, e muito menos pra n**o que volta de missão sem concluir o que foi mandado. — BANDO DE INÚTIL DO c*****o! Minha voz explodiu dentro da sala, pesada, fazendo o primeiro deles encolher ajoelhado na minha frente, cabeça baixa, tremendo como se isso fosse aliviar o tamanho da merda que tinham feito. Não ia. — Eu mandei vocês subir aquele morro pra quê? — falei, andando devagar de um lado pro outro, sentindo a raiva subir no mesmo ritmo — pra trocar tiro à toa? Pra fazer presença? Silêncio. Mas dessa vez não era só medo. Era consciência. Eles sabiam que tinham falhado.

