CAPÍTULO 95 — ISADORA NARRANDO Eu não queria ter ido, mas, ao mesmo tempo, precisava sair daquela casa, daquele silêncio pesado que parecia me sufocar, daquela sensação constante de que, mesmo quando ele não estava presente, ainda ocupava espaço demais dentro de mim, como se minha cabeça tivesse virado território dele sem que eu tivesse permitido. Ir para o pagode era, no fundo, uma tentativa de recuperar algum tipo de controle, de provar para mim mesma que minha vida não girava em torno de um homem que claramente não sabia lidar com o que sentia, nem com o impacto que causava. Mas eu não estava preparada. Não para aquilo. Muito menos para ele. Quando ouvi a voz dele mandando o cara se afastar de mim, meu corpo reagiu antes mesmo que eu pudesse pensar, não por surpresa, porque aquilo

