CAPÍTULO 75 — FÚRIA NARRANDO O gosto de pólvora ainda estava preso na minha garganta enquanto eu acelerava a moto morro acima, com a Isadora grudada nas minhas costas, o corpo dela tremendo contra o meu como se ainda estivesse no meio daquela p***a de tiroteio, e aquilo me deixava mais irritado do que qualquer coisa que tinha acontecido naquela invasão, porque uma coisa era trocar tiro com inimigo, outra completamente diferente era saber que ela esteve na mira daqueles filhos da p**a e que por pouco eu não cheguei tarde demais. Eu não falei nada durante o caminho, não porque não tinha o que dizer, mas porque se eu abrisse a boca naquele momento eu ia explodir, e a última coisa que eu precisava era descarregar aquilo nela enquanto ela ainda estava tentando processar tudo que tinha acabado

