A Vingança de Ferraz

666 Words
A noite estava silenciosa quando Aurora saiu do hospital. O estacionamento estava quase vazio. Alguns postes iluminavam o lugar com uma luz amarelada e fraca. Aurora caminhava até o carro com a bolsa no ombro e a pasta contra o peito. O dia tinha sido longo. Sessões. Relatórios. E, claro… Dante Moretti ocupando metade dos pensamentos dela. Ela suspirou, apertando o controle do carro. BIP. As luzes do carro piscaram. Aurora abriu a porta. Mas antes que pudesse entrar… Uma mão forte puxou ela violentamente pelo braço. — AAH! Ela foi arrancada para trás. Quando levantou os olhos… Reconheceu o rosto imediatamente. Ferraz. Os olhos dele estavam cheios de ódio. — Boa noite, doutora. Aurora tentou puxar o braço. — Me solta! Ferraz apertou ainda mais forte. — Parece que você gosta de homens perigosos, não é? Ela tentou empurrá-lo. — Você está louco! Ferraz riu. — Louco? Ele se aproximou ainda mais. — Louco foi aquele mafioso achar que podia me ameaçar. Aurora tentou se afastar. — Dante não tem nada a ver com— Antes que ela terminasse a frase… TAPA! O golpe veio rápido. A cabeça dela virou para o lado com o impacto. Aurora levou a mão ao rosto, surpresa com a violência. — Você bateu em mim… — ela murmurou, atordoada. Ferraz sorriu com desprezo. — Isso é só o começo. Aurora tentou correr. Mas ele a agarrou pelos cabelos e a puxou de volta. — AAH! Ele empurrou ela com força contra o carro. BAM! O impacto tirou o ar dos pulmões dela. — Seu mafioso acha que manda em mim? — Ferraz rosnou. Aurora tentou reagir, empurrando ele. — Você vai se arrepender disso! Ferraz respondeu com outro golpe. SOC! O punho dele acertou o lado do rosto dela. Aurora caiu de joelhos no chão do estacionamento. A visão começou a girar. O gosto de sangue apareceu na boca. Ferraz respirava pesado acima dela. — Levanta! Ele puxou ela pelo braço e levantou à força. Aurora m*l conseguia ficar de pé. — Por favor… para… Mas a raiva dele já estava fora de controle. Ele deu outro empurrão violento. Aurora bateu a cabeça na lateral do carro. BAM! Uma dor forte explodiu na cabeça dela. As pernas falharam. Ela caiu no chão. A visão ficou turva. Ferraz olhou para ela caída, respirando pesado. — Agora seu mafioso vai aprender… Ele chutou a pasta dela. Papéis voaram pelo estacionamento. Aurora tentou levantar a cabeça. Mas tudo estava ficando escuro. — V-você… vai pagar… Ferraz riu com frieza. — Quem vai me fazer pagar? Ele virou as costas e entrou no carro. O motor ligou. O carro saiu do estacionamento. Aurora ficou caída no chão frio. O sangue escorria de um corte perto da testa. A respiração estava fraca. A visão desaparecendo. Os sons começaram a ficar distantes. Então… Uma voz ao longe. — Meu Deus! Alguém chama uma ambulância! Aurora tentou abrir os olhos. Mas não conseguiu. A última coisa que passou pela mente dela… Foi o olhar escuro de Dante. E então… tudo ficou preto. --- Horas depois — Hospital BIP… BIP… BIP… O monitor cardíaco ecoava no quarto silencioso. Aurora abriu os olhos lentamente. A cabeça doía. O corpo todo parecia pesado. Quando tentou se mexer… sentiu o curativo na testa. Uma enfermeira apareceu rapidamente. — Calma! Você sofreu uma agressão forte. Aurora piscou devagar. A memória voltando em pedaços. Ferraz. Os golpes. A queda. Ela engoliu seco. — Ele… ele me bateu… A enfermeira assentiu. — A polícia já foi avisada. Aurora virou o rosto lentamente para o lado. O coração apertado. Porque uma única coisa passava pela cabeça dela. Dante. Se ele descobrisse o que aconteceu… Se ele soubesse que alguém bateu nela… Aurora fechou os olhos devagar. Uma sensação estranha percorreu o corpo dela. Medo. Mas não de Ferraz. Medo do que Dante Moretti faria quando descobrisse. Porque naquele momento… Ela tinha certeza de uma coisa. Ferraz tinha acabado de assinar a própria sentença. 🔥
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