Capítulo 1

1539 Words
~ Francis ~ Abro meus olhos lentamente e fico encarando o teto por alguns minutos. Fazia algum tempo que não sonhava com o passado. Na verdade, desde que comecei a me relacionar com Oliver, não sonhava mais com o dia que conheci Noah. Olho para o lado e o encontro em um sono profundo. Rapidamente, as memórias ardentes da noite anterior vem com tudo na minha mente, e logo sinto meu rosto queimar de vergonha. Três anos haviam se passado desde que entrei nessa relação com Oliver. Nesse meio tempo, ele já tinha me pedido em casamento inúmeras vezes, e eu sempre desviava do assunto. A verdade é que não estava preparado para um casamento. Eu já havia aprendido a lição ao ter algo com um Ômega, e não seria com um Alfa que isso iria mudar. Meu coração não aguentaria ter outro choque. Depois de admirar a beleza de Oliver, finalmente tomo coragem para levantar da cama. Me levanto devagar para não acordá-lo e vou em direção ao banheiro para tomar um banho, e me preparar para mais um dia corrido. Muitas coisas mudaram no Reino de Áquila nesses três anos. Noah foi uma surpresa para todos e tem sido um governante que valeu a pena esperar. Até Reinos próximos fizeram alianças conosco, e com isso, a vida dos mais pobres melhoraram muito. Dizer que alcançamos todos os nossos ideais seria presunçoso, afinal nosso Reino estava se recuperando de anos em que não teve suporte nenhum. Ewan cuidava pessoalmente do treinamento da Guarda Real, e ajudava Noah com questões políticas mais difíceis. Os dois viraram símbolos de esperança e prosperidade, e o povo já sonhava que os herdeiros seguissem a bondade dos pais. Elliot e Cecilie continuavam as crianças mais lindas desse mundo e muito espertas também. Elliot era mais tímido e reservado, mas quando se tratava de proteger a irmã, virava uma fera. Cecilie tinha o gênio e a língua afiada de Noah, e até eu mesmo ficava chocado com as respostas que ela dava. Continuo sendo o Duque de Lyra, mas quem cuidava mais das finanças do nosso ducado era minha mãe e lady Elena. De tempos em tempos, ia até Delphin para supervisionar tudo e conversar com os aldeões, mas na maior parte do tempo estava na Corte cuidando das questões políticas do Reino. Com a Coroação de Noah e Ewan, mudanças foram feitas no Parlamento e com isso fui nomeado Conselheiro Real deles. De inicio, fiquei receoso de aceitar o cargo, mas os dois foram mais teimosos que eu poderia imaginar e por fim, acabei aceitando. Pensava que Ewan era louco por manter o ex de seu marido tão próximo, mas acabei desistindo de entendê-los. Afinal, até mesmo a famosa pintura de Elliot que ficava no quarto dele, agora está pendurada no Salão Principal do Palácio, e o nome de uma das fundações responsáveis por auxiliar Ômegas em dificuldades, levava o nome de Elliot e sem contar que o nome do príncipe também levava a homenagem. - Hum... você já está fugindo de novo? - Oliver havia acordado, e me observava com aqueles olhos predadores e com aquele corpo bronzeado que sempre me deixo levar, e que até poucas horas atrás, estava delirando de prazer debaixo dele. Balanço a cabeça, tentando clarear meus pensamentos que já estão indo para o lado mais luxurioso de mim. - Não estou fugindo. - Respondo, tentando desviar o meu olhar de Oliver. - Tenho uma reunião agora cedo com os Ministros e com Vossas Majestades. Ele se levanta e se aproxima de mim. Sinto seu corpo quente encostar no meu, e quando percebo já estou preso em seus braços e nossos olhos se encontram. Assim como me perdia nos olhos de Noah que pareciam o céu, eu me afogava no mar que eram os olhos de Oliver. Durante esse tempo que estamos juntos, já sabia o que aquele olhar provocativo significava e antes que pudesse fugir deles, Oliver prende os seus lábios nos meus, sem deixar de me provocar com aquele olhar. Sinto minhas pernas começarem a ficar molengas, conforme Oliver aumentava a intensidade do beijo e ele retirava meu roupão sem me dar tempo de protestar. Quando dou por mim, já estou ofegando debaixo dele na cama e ele acariciava cada parte do meu corpo, deixando um rastro quente por onde passava. Ele me observa com tanta luxúria, que meu corpo se estremece todo com aquele olhar. - Você é tão belo, Francis. - Ele diz, acariciando meu abdômen até chegar no meu m****o e começar a estimulá-lo. Na mesma hora, começo a gemer. - Amo seu rosto quando está domado de paixão. Me faz querer provocá-lo cada vez mais. Já começo a sentir minha mente se dispersar com as sensações que Oliver vai provocando em meu corpo, quando sinto ele penetrar um dedo dentro de mim. A investida me pega de surpresa, e acabo soltando um grito. - Aaah... Oliver... Como estivemos juntos só há poucas horas, você ainda está preparado para mim. Você me quer agora, Francis? - Sim! Eu quero! Aaah! - Grito, desesperado para tê-lo dentro de mim. E sem mais enrolação, Oliver me penetra com força fazendo meus olhos perderem o foco e minha mente se perder em um mar de volúpia. Ele espera que eu me acostume com seu pênis dentro de mim, antes de começar a se mover. Sou sempre o que dá o sinal para continuar, então começo a mover meus quadris devagar, e Oliver começa a se mover junto. Oliver vai aumentando a intensidade de seus movimentos, e vou ficando cada vez mais ofegante. Nesse momento, decido pegá-lo de supresa. Eu o jogo sobre a cama, e subo em cima dele. Oliver me olha surpreso, para depois mudar as suas feições cheias de desejo. Me senti incrível por domá-lo, já que geralmente é o contrário. Começo a me mover, buscando meu desejo e vejo Oliver ficando louco pela minha iniciativa. Ele segura meus quadris e me penetra cada vez mais fundo. Grito de prazer, também aumentando os meus movimentos, até que chega no ponto que sempre me faz delirar de êxtase. - Oliver... eu vou... - Continuo gritando, enquanto Oliver continuava a bater naquele ponto cada vez mais forte. - Não se segure! Já estou quase lá também... - Ele diz, totalmente entregue aos seus instintos de me possuir. Me seguro nos braços de Oliver que continuam a mover meu quadril, quando finalmente chego no auge do meu prazer. - Oliveeeer! - Grito seu nome, enquanto g**o com força. Oliver continua a me penetrar, quando sinto seu pênis inchar, despejando todos os fluidos quentes dele dentro de mim. Gemo mais alto ainda, engolindo tudo. Quando ele termina, eu desabo em cima dele e Oliver me segura em um abraço apertado. Fico ali, aproveitando cada parte do corpo quente dele, esperando meu corpo se acalmar com a respiração constante dele em baixo de mim. De repente, me vem uma pergunta que sempre esqueço de questioná-lo. - Oliver, posso perguntar algo? - Começo a falar, um pouco apreensivo se devo tocar no assunto. - Claro! O que seria? - Por que você sempre faz o Nó dentro de mim? - Pronto! Agora não tem mais volta. Nesse instante, ele se levanta para me olhar. - Você não gosta? - Ele me pergunta sério. - Não é que eu não goste, mas... qual a finalidade disso? Eu sou só um Beta... esse laço e as Marcas que você costuma deixar no meu pescoço não irão funcionar. Abaixo minha cabeça, pensando no que acabei de falar. Eu nunca poderia ser "um" com Oliver e eu tenho total noção disso. Em algum lugar desse mundo, um Ômega está predestinado a encontrá-lo, e quando isso acontecer, serei o único machucado nessa história de novo. - Detesto quando você se diminui por ser Beta. - Oliver segura o meu rosto, e me faz encarar aqueles olhos verdes mais uma vez. - Francis, eu amo você! Não me interessa se você é Beta, ou o que for! - É claro que interessa! Em algum lugar, tem uma pessoa esperando te encontrar! Uma pessoa que poderá te dar uma família que não sou capaz de dar! Uma pessoa que vai fazer você esquecer todas as palavras carinhosas, que agora você diz para mim, mas que depois vão ser levadas pelo vento! Você vai se esquecer de mim, e eu vou sofrer mais uma vez! Porque no final das contas, eu só sou um maldito Beta! Acabo explodindo tudo que estava guardado dentro de mim, como se fosse incapaz de deter todo esse sentimento. - É nisso que tem pensado todos esses anos, enquanto recusava cada pedido de casamento meu? - Ele me pergunta incrédulo. - Sim! Era por isso! - Acabo gritando com Oliver. Já sinto as lágrimas querendo sair sem permissão, então me desvencilho de Oliver e corro em direção ao banheiro. Me tranco lá dentro, enquanto deixo as lágrimas fluirem por meu rosto. Oliver bate algumas vezes na porta, tentando me convencer de abri-la, mas nesse momento preciso ficar sozinho para clarear minha mente. Não demora para que me arrependa de ter começado essa briga. Aaaah, destruí uma manhã que estava sendo maravilhosa! Que i****a!
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