Já na sala de meu pai, eu e os meninos ficamos encarando aqueles olhos negros. Decidimos por não falar nada, para piorar nossa situação é fácil, fácil.
–Eu tenho muitas coisas para vocês fazerem, como estão em três espero que terminem rápido.–Fala meu pai, serio e autoritário.
Lá vem mas trabalho para os pobres bruxos. Que de pobres não tem nada.
–Potter, você vai organizar meus livros de poções em ordem alfabética.– Pai apontou para três pilhas de livros que se encontrava no chão, perto de uma estante vazia.
Eu acho que ele fez questão de desarrumar os livros o máximo possível. Alcivan olhou a pilha com um olhar cansado.
–Malfoy, você vai limpar todos os frascos que foram usados durantes todas as aulas do dia.–Ele dessa vez apontou para uma grande bancada onde tinha muitos, mais muitos frascos vazios, é alguns ainda com poções.
Draco fez uma cara f**a e deixou os ombros caírem. Tenho pena dos calos que vão ficar nas mãos dele depois de lavar tudo isso.
–Black, você vai nomear todos os meus ingredientes, e sem usar pena especial.– Olho para dentro do armário de ingredientes. Agora tenho pena das minhas mão.
Mesmo ele não querendo, eu vou ter que usar uma pena especial. Ainda não aprendi a escrita inglesa.
–Posso nem usar uma pena de tradução?– Pergunto.
–porque você usaria pena de tradução?– Meu pai me olha de cima a baixo.
–Na minha antiga escola era tudo em Runas antigas. Ainda não sei escrever perfeitamente, então uso a pena de tradução.– Respondo simplista.
–Se é assim, eu permito.–Meu pai vira as costas para nós três.–E sem usar magia.– Meu pai mostra nossas varinhas que estava nas mão dele.
Como ele conseguiu pegar nossas varinhas sem ao menos percebemos? Esse homem me surpreende cada vez mais.
Peguei minha pena especial, pai me levou ao estoque pessoal dele, e que estoque, vou passar o ano escrevendo. É maior visto por dentro. Vou ter muita pena das minhas mãos quando isso acabar.
Ficamos na sala de meu pai por tanto tempo que perdi a hora, minhas mãos estavam acabadas, as vezes eu escrevia com a esquerda, depois com a direita.
O fato de não usar magia esta deixando as coisas bem mais difícil para nós, ele nem facilita. Para que ter magia se não podemos usar? Não faz sentido. Tirar a varinhas dos meninos foi s*******m.
É claro que ele sabia que eu não precisava de varinha, então ele ficava a maior parte do tempo me observando. O que eu achei desnecessário. Podem terminar isso em segundos se ele me deixasse usar magia. Mesma coisa para Draco e Alcivan.
Ele só passou 7 minutos sem me vigiar quando Draco quebou um vidro e acabou se cortando, enquanto ele curava Draco eu enfeitcei a pena para copiar sozinha, o que foi um alívio para minha mão. Também ajudei Alcivan com os livros, e como meu pai estava de costa, pude usar um feitiço de limpeza para ajudar o Draco. Mas nada muito exagerando para meu pai não perceber.
Draco deu uma piscada para mim enquanto eu trapaceava, mas creio que essa era a intenção dele.
–Estão dispensado por hoje, amanhã eu tenho que cuidar de outra detenção. Então quero vocês aqui depois de amanhã.– Fala meu pai quando nós finalmente terminamos com nossas obrigações da noite.
Saímos da sala acabados. Chegamos no salão comunal e nos jogamos no sofá. estávamos apenas sobrevivendo.
–Não quero ver livros na minha frente até amanhã.– Fala Alcivan.– Na verdade até próximo ano.
–Eu achei estranho o Snape tirar poucos pontas de nós.– Falo. Realmente foi estranho. Deveria ter tirado mais. Não que eu esteja achando r**m, mas né....
–Impossível Severos Snape retirar mais que 25 pontos da nossa casa.– Draco da um sorriso debochado em quanto Alcivan afirma com a cabeça
–Também acho impossível.– Alcivan falou de uma forma que eu encarei como um desafio. E eu amo desafios
–Vou provar que não é.– Falei baixo.
–Isso é impossível.–Draco afirma novamente.
–Não, não é.–Falo com mais confiança.–E você vai ver, espere até a próxima aula de poções.– Dessa vez falo convencida.
Eu e Draco nos encaramos, Alcivan olhou para nós indignado.
–Então tá apostado.– Draco sorri vitorioso
–Não acredito que vocês vão tirar pontos da Sonserina, por causa de uma aposta.– Fala ele indignado.–Vocês penssaram em encerrar esse acordo sem um prêmio para o vencedor?– Ele sorri diabólico.–Se for retirar pontos da Sonserina tem que pelo menos ganhar algo. Para fazer valer a pena.
–Ele tem razão.– Fala Draco.
–Ainda me pergunto onde fica a auto preservação.– Falo sem realmente acreditar no que estamos aprontando agora.
–Do que vale esta vivo se não for para ser lembrado?– Alcivan da de ombros.
–Se você fizer isso...– Draco fala, mas para no meio da frase e recomeça. –Se você conseguir fazer isso, vai virar uma lenda entres os alunos.
–Então prepara uma pagina de Hogwarts Uma Historia completamente dedicada a Thamy Bartholy!– Meu sorriso logo é desfeito quando eu falo meu sobrenome. –Digo, Thamy Black.
–Bartholy é um lindo sobrenome.– Alcivan sorri.
–Enfim.– Tento mudar de assunto.– O que vamos apostar?– Ambos perceberam que eu queria mudar de assunto, eles apenas trocaram olhares e continuaram o assunto.
–O Luk.– Draco fala como se fosse obvio a escolha dele.
–O QUE!– Eu e Alcivan falamos no mesmo instante.
Eu definitivamente não vou apostar meu Dragão, Malfoy tá doido?
–Isso mesmo, se você perder ele passará o feriado de Natal comigo.– Draco fala como se eu fosse realmente perder.
–E se eu ganhar?– Pergunto o que provavelmente vai acontecer.
–O que você quer?– Draco pergunta.
–Uma Firebolt – Se ele quer apostar auto, vamos apostar auto.
Minha mãe iria me da uma dessas, minha vassoura ainda era uma Nimbus 2001, então preciso mudar né. Sem contar que uma Firebolt é bem mais rápida.
–Negócio fechado.– Apertamos nossas mãos e voltamos a ficar em silêncio, até que...
–Oi Draquinho, você não me parece bem, Snape pegou muito pesado?– Pansy apareceu do nada e começou a fazer massagem nos ombros de Draco.
–Daqui a pouco eles estão se pegando.– Falo em ofidioglossia
–Como se eles não fizecem isso, eu peguei ele se pegando ontem, no corredor do quarto andar.– Alcivan responde tranquilamente.
–Sério que eles nem procuraram um lugar mais reservado?– Respondo no tedio.
–Draco sendo Draco. Um dia você se acostuma.– Fala ele olhando para cima.
–Eu já disse que isso é estranho.–Draco olhava para nós confuso, já Pensy estava com um olhar de medo
–O que é estranho?– Pergunta Alcivan
–Vocês dois falando em língua das cobras.– Fala Draco.
–Serio? Nem percebi.– fala Alcivan.
Pelo visto Alcivan não sabe diferenciar quendo estamos falando normal ou quando estamos falando em ofidioglota. O que não deixa de ser estranho. Ele falaria comigo que Draco e Pansy se pegam direto, na frente dos dois, na maior calma do mundo? Esse garoto tem garra.
–Deixa eles para lá Draquinho.– Fala a morena.
A mesma senta no colo de Draco e começa a beijar o platinado. Ok é agora que o clima fica estranho. Não quero presenciar isso de jeito nenhum.
–Não quero presenciar isso, vamos– Alcivan pegou na minha mão e me levou até o dormitório dele
Sorte que ele pensa igual a mim. O que eu menos queria é ficar naquela sala com aqueles dois se pegando.
Me sentei na cama dele e esperei o mesmo encontrar o que estava procurando em seu malão.
–Aqui, sua atividade de Herbologia da próxima aula.– Pego o pergaminho que o mesmo me mostrou.
–Thamy na verdade eu queria que você me ensinasse o feitiço do patrono.– Alcivan senta ao meu lado na cama– Pelo que eu percebi eles estão afetando mais o meu irmão. E talvez eles venha até mim.
–Não precisa se explicar, eu te ensino, só que depois das férias.
O mesmo me da um sorriso. Nós dois deitamos na cama e ficamos conversando coisas aleatórias ate eu decidi ir para o meu quarto, no caminho vejo Pansy e Draco ainda se pegando. Que folego esses dois tem.
Tomo um banho relaxante coloco meu pijama e durmo.