Eu sinceramente não sei como, mas a Sonserina ganhou. Eles estavam perdendo f**o, até Draco pegar o pomo e ficar com apenas dez pontos a frente de Agado.
Eu, Alciva e Pansy, fomos até o time da Sonserina que estava saindo do vestiário.
–Como assim o Malfoy pegou o pomo? Você tomou felix felicis não foi?– Pergunto debochadamente
–Não, e que raios é felix felicis?– Pergunta Draco
–Deixa para lá.– Digo.
Seguimos até a escola, não vi o Snape nem o professor Sprimer durante o almoço, muito menos durante a partida. Acho que alguma coisa aconteceu, Professor Snape não perderia um jogo da própria casa. Mas pouco me importa o que ele está fazendo.
No meio da tarde quase todos os alunos estão em aulas, os Sonserinos estão conversando sobre a partida e eu estou no tédio. Peguei minha bolsinha e sai da torre sem que ninguém percebesse, bom julgando pela conversa, eles não iriam perceber nem se eu caísse na frente deles.
Andei rumo às salas do primeiro ano, a primeira turma que eu vi em sala estavam tendo aula de poções. Dou um sorriso de lado, isso vai ser interessante.
serpensortia uma serpente de tamanho regular aparecer, abro um pouco da porta, faço o caldeirão de um aluno explodir, chamado a atenção da turma e do professor. Mando a serpente para dentro da sala e a faço se multiplicar. Tranco a porta com um feitiço nível mediano e saio andando como se nada tivesse acontecido.
No final do corredor escuto gritos dos alunos, dou uma gargalhada enquanto me afasto da sena do crime.
continuo andando, sem rumo, indo onde minhas pernas me levam. Quando menos percebo estou em frente aos dormitórios masculino. Não havia como eu entrar sendo uma garota, não do jeito certo. Fui até uma armadura que não ficava muito longe da porta de entrada.
Empurrou a "cabeça" da armadura, fazendo assim uma passagem aparecer. Caminhei pelo corredor estreito e escuro, até encontrar uma outra armadura e repetir o mesmo processo, fazendo outra passagem abrir.
Está do mesmo jeito que eu me lembro, não mudou quase nada, procuro o quarto do meus dois amigos, não demorou muito para encontrar. Por sorte, só eles dois ficam no quarto, já que os outros dois foram para outra escola.
O quarto estava bem arrumado, tanto o lado de Fred como o de Marcos. Respiro fundo sentido a mistura do cheiro dos dois, isso é confortante.
Pego uma blusa do Fred e uma calsa do Marco, vou até o banheiro e tomo um banho não muito demorado. Visto a roupa dos meus amigos -as roupas íntimas eu peguei de dentro da bolsa- sai do banheiro e me joguei na cama do Marcos, já que o mesmo tem o cobertor mais fofo que o de Fred.
Fico ali, pensado na vida, na verdade no passado, quando menos percebo estou chorando. Vou até a cama de Fred e pego os dois travesseiros dele e volto para a cama de Marcos ficado completamente rodeada por travesseiros e coberta com um cobertor fofinho.
Acho que o Drogo tinha razão, se eu não existisse seria melhor para todos. Pensa comigo, Milly estaria viva, minha mãe e o pai de Drogo estariam vivos e felizes. Snape não seria obrigado a ter que cuidar de mim. Fecho meus olhos enquanto penso em como todos seriam felizes sem mim.
A única coisa que me conforta é o cheiro dos meus amigos, mas não impediu que caisem minhas lágrimas, meu irmão -mesmo negando em voz alta ele sempre foi meu irmão- nunca me perdoará, como ele mesmo disse. Sei que ele me odeia e isso me tras dor. Meu irmão me desculpa.
Abro meus olhos quando sinto ser abraçada, meus amigos chegaram.
–Estava me perguntando, por quanto tempo você se esconderia atrás de um sorriso?– Pergunta Marcos
Não consegui responder, os dois também não falaram mais nada, apenas me abraçaram mais forte ainda e ficaram no meu lado enquanto eu chorava.
{P.V. MARCOS}
Estávamos eu e Fred voltando para nossos dormitórios quando passamos por perto de uma sala, onde havia vários alunos sentados no corredor e o professor Sprimer conversava com o professor de poções.
Passamos por eles e tinha alguns alunos com marcas de picada de cobra. Olhei para o Fred.
–Amy!– Nós dois falamos ao mesmo tempo. Seguimos caminho até ouvir a voz do professor atrás de nós.
–Senhores, poderiam me acompanhar?– Pergunta ele.
–Dessa vez não foi a gente.– Levanto minhas mãos em sinal de rendição
–Não perguntei isso senhor Terenci, apenas me acompanhe.– diz ele.
Olha, ele está de bom humor. Acompanhamos o professor até a sala dele. Só basta nós levar a culpa por algo que a Thamy fez.
Ao entrar na sala, Sprimer fecha a porta e senta em sua mesa. Nos viramos para a porta quando ouvimos ela abrir novamente, o pai da Thamy entrou na sala. Dou uma leve risada quando vejo Fred de cabelo laranja, ele tá nervoso tadinho.
–A gente não foi chamado aqui por causa da brincadeira na aula de poções do primeiro ano não, né?– Pergunto
–Não senhor Terenci, eu conheço muito bem os métodos de vocês, quando estão sozinhos ou em grupos. Cobras é o estilo da Thamy. Mas como eu não tenho como provar, fica por isso mesmo.– Sprimer da de ombros.
Avalon nunca vai adimitir, mas a Thamy é a preferidinha dele. Um dos motivos pelo qual nunca fomos pegos é por conta da afeição que ele tem por ela. Isso ficou bem claro quando fomos pegos assim que ela foi em bora.
–Quero conversar sobre minha filha.– Diz Snape
Tive que usar todo meu auto controle para não rir da cara que Fred fez. Segundo o que ele me falou, esse cara da um certo medo.
–Sobre o que quer falar exatamente?– Pergunto
Puxo Fred para sentar ao meu lado em uma cadeira, Snape prefere ficar de pé.
–Quero saber sobre tudo.– Diz Snape decidido.
Se formos falar sobre tudo que a Amy gosta e desgosta, vamos ficar aqui o dia todo.
–Vamos começar pelo que você sabe sobre ela.– Fala Fred
Finalmente ele decidiu falar algo. Sempre fomos bem cautelosos ao falar sobre a Thamy, ela nunca gostou que soubessem de mais sobre ela.
–Sei que ela é boa em quadribol, matéria preferida é poções, ela é boa em legilimência e oclumência e é animago.– Responde ele
Bati com a mão em minha testa, Fred negou com a cabeça. Isso vai ser mais complicado do que eu pensei.
–Isso são apenas coisas banais, o senhor só sabe O que ela é capaz magicamente. Não sabe praticamente nada dela.– Fala Fred.
–Prossiga. –Diz Snape atento.
Ele olha para Fred depois para mim. Mantendo o olhar entre nós dois. Professor Avalon pede licença e sai da sala.
–Sua filha tem muita coisa a mostrar além de magia.– Digo orgulhoso.– Não parece, mas ela é apaixonada por música e canta como ninguém.
–É ótima cozinhando, mas se por acaso ela fizer torta, fique o mais longe possivel, aquilo mata mais que Avada Kedavra.
Fred e suas manias de piadas em momentos nada adequados, mas se bem que as tortas da Thamy mata mesmo.
–Alguns anos ela conheceu uma garota de Mahoutokoro, Luna se eu não me engano. Luna é mestiça e apresentou vários instrumentos a ela. Thamy se apaixonou por piano. Eu adoro a ouvir tocar.– Falo
Fomos interrompidos por Nadja qua entrou na sala, ela falou alguma coisa com o Fred, na qual eu não consegui entender.
–Temos que ir cabeça-nerd– Fala Fred meio preocupado.
–Não, vocês não tem. –Snape nos olha severamente.
–Precisamos, sua filha não está em um bom momento agora– Diz Fred, também começo a ficar preocupado.
–Eu vou junto!– Diz Snape decidido.
–Melhor não, ela não se sentiria confortável em chorar na sua presença.– A fala de Fred deixou Snape um pouco para baixo.
Fred levanta e me puxa até a porta, antes de sair decido falar mais uma coisa.
–Aliás, a matéria preferida da Thamy é Artes das trevas.– Falo para ele.
Saímos da sala e damos de cara com um Draco de boca aberta.
–A Thamy é...– Fred não deixou ele terminar.
Ele com certeza ouviu a conversa, pela sua reação, ele descobriu que a Thamy é filha do temido professor de poções
–Sem tempo agora dragão.– Diz Fred
Fred solta minha mão e nós dois corremos até a dormitório masculino. Só paramos de correr quando chegamos em frente à porta do nosso quarto. Abrimos a porta calmamente e vejo a garota deitada em minha cama rodeada por travesseiros.
Fomos até ela e a abraçamos, cada um de um lado, deixando ela no meio, como só havia eu e Fred em um quarto nossas camas são de casal, Thamy chamou a gente de burguês s****o.
–Estava me perguntando por quanto tempo você se esconderia atrás de um sorriso.– Digo.
Ela não respondeu, nós não falamos mais nada. Apenas ficamos ali até ela dormir, coisa que não demorou muito.
A Thamy já passou por tanta coisa só de pensar em tudo que aconteceu no passado eu já sinto vontade de chorar também. Nós dividimos o peso, mas para a Thamy é diferente, ele é a que mais sofre com tudo isso.