Capitulo 52

1036 Words
–Oi pai.– falo ao entrar na sala. Ele senta na cadeira que geralmente quem está nela é o professor Sprimer. Suspiro cansada, foi bom a semana o evitando, agora tenho que voltar a triste realidade. –Precisamos conversar.– Diz ele. –Não precisamos não.– Realmente não acho que eu tenha feito algo para que ele precise conversar comigo. –Sente-se.– Ele basicamente ordena, eu não gostei nada desse tom. Fico em pé, de braços cruzados o observando. –Não seja teimosa. –Não estou sendo.– Respondo. Ele parecia começar a perder o controle. Eu também estou começando a perder a paciência. Ele ergueu a varinha e lançou um abafiato na sala. –Eu quero conversar sobre você.– Diz ele me surpreendo. Sobre mim? Ok. Isso me pegou desprevenida. Quase nunca conversamos sobre mim, o pouco que conversamos é por motivos de ciúmes da parte dele ou sobre meu poder. Seria legal se finalmente ele quisesse me conhecer, assim eu também o conheceria melhor. O que ele gosta e não gosta de fazer, esse tipo de coisa. –Porque quer conversar sobre mim agora?– Pergunto. Pensando bem ele teve muito tempo para isso. Quando voltei para meu país natal, por exemplo. Ele teve três meses para me conhecer, mas não. Ele preferio me deixar em um quarto de hotel barato, detalhe eu não conhecia nada, nem ninguém. Era sorte eu saber o inglês. Ele também teve oportunidade no Natal. Se ele me pedisse para ficar eu teria ficado. Mesmo com saudades do Fred e Marcos. Meus amigos entenderiam. Ele é meu pai a cima de tudo. –É errado eu querer conhecer minha filha?– pergunta ele sério. –Quando decide isso de uma hora para outra, é no mínimo estranho. Não acha? Acho que finalmente teremos uma conversa de pai e filha. Saber sobre o que mais temos em comum a não ser a paixão por poções –Não, eu só não achei que você seria tão poderosa e habilidosa, tanto magicamente quanto esportivamente. Poder e habilidade? é sobre isso que ele quer falar? Estou seriamente desapontada. Mordo meu lábio e bato meu pé freneticamente no chão, enquanto tento não explodir de raiva. –Poder e habilidade? Me chamou aqui para falar das minhas habilidades? –E qual outro motivo seria?– Pergunta ele na cara de p*u. Começo a andar de um lado para o outro. Pensando em algum motivo para eu ainda continuar nessa sala. –É mesmo né? Qual outro motivo teria para um pai falar com a filha, a não ser Sobre seu poder e habilidade. Continuo andando de uma lado para outro, falo mais para mim do que para meu pai. –Algum problema? –Você é o problema, você tem uma filha mas não sabe como lidar com ela. Você não tem tempo para falar com ela, e quando decide vem logo querer saber sobre a força?– Realmente, para um professor ele é bem burro. –Thamy eu...– Ele começou a fala. –Pensei que você iria reclamar porque eu pulei da vassoura em uma altura mortal. Ou por causa da minha discussão com Marcos no jantar, ou finalmente tocar no assunto da Aula fracassada de defesa contra artes das trevas. Mas não você quer falar apenas de poder Dou uma olhada rápida para ele, que me parecia arrependido. Arrependido? Sério, só agora? –Filha eu.. –Duvido você saber qualquer coisa sobre mim Ando mais rápido ainda, fazendo minha capa flutuar –Vou te fazer uma pergunta, se você responder corretamente, eu respondo tudo que você quiser sobre meu poder. Se eu não tivesse o Luk, qual animal mágico eu adoraria ter de estimação?– pergunto. Paro de andar de um lado para o outro. O encaro fixamente. Ele pensa por alguns minutos. Até finalmente fala. –Pelúcio –Responde ele.– todas as garotas quer um. São fofos e... –E pode me m***r. Não deixo ele terminar, de todos os animais existentes, ele falou o único que eu quero bem longe de mim –São criaturas doces, quem sabe eu te de um.– Ele continua falando, parece que não levou a sério o "pode me m***r". –EU SOU ARLERGICA AO MALDITO PELÚCIO, ME DA UM É A MESMA COISA QUE ME MANDAR PARA A MORTE. PARABÉNS SEVERO SNAPE. VOCE É O PAI DO ANO, melhor, o do século. Não me aguentei, gritei mesmo. Talvez a TPM tenha um pouco de culpa, mas eu realmente precisava falar isso. –Não ouse a gritar comigo! –E você não fale comigo, não por enquanto. –Acho que estou no direito de exigir isso agora.– Se quiser saber das minhas habilidades e poder, essa escola está cheia de meus antigos professores, pergunte a eles. Tenho certeza que o professor Avalon sabe mais da minha vida pessoal que você. Saio da sala batendo a porta com força. Merlin sabe o quanto eu quero extravasar a raiva. Ando pisando forte e com um olhar assassino, alguns alunos ficam clarante com medo. Em um dos corredores encontro Marcos. O mesmo me tira da escola e me leva até uma floresta. –Vai lá, explode tudo.– Diz ele. Dito e feito, começo a explodir boa parte da floresta, várias árvores foram derrubadas, minhas raiva aos poucos fora sumindo, até só sentir apenas cansaço. Me deito na grama ao lado de Marcos. –O que te deixou assim?– Pergunta ele curioso. –A vida.– Respondo –O que seu pai fez? Marcos e Fred me conhecem tão bem que chega a me assustar. Olho para o céu invejando as nuvens e sua liberdade. Se eu pudesse escolher, não seria uma bruxa filha de um cara que não sabe ser pai. Eu seria uma nuvem –Ele não sabe ser pai.– Respondo. –Pelo que eu sei. Ele nunca teve que agir como um. –Você está defendendo ele Marcos? Ele não tem tempo para mim, quanto a isso de boa. Tô pouco me fudendo se ele tem tempo para mim ou não. Mas quando ele finalmente tem tempo, ele só quer saber sobre meu poder. Isso é frustrante. Falar isso quando estou calma me faz pensar se eu agi certo ou apenas fiz drama. –Eu não estou defendendo ele, estou apenas vendo pelos dois lados da moeda. Se eu te conheço bem, você andou de um lado para o outro, gritou e azarou ele. –Eu fiz isso, fora a parte da azaração.– Digo sorrindo fraco. –Ainda bem. Assim como Fred, Marcos sabe a hora certa de não tocar em determinado assunto. Então ele não falou mais nada sobre. Ao invés disso ele mudou completamente de assunto. –Sabe, hoje a noite eu queria saber se a Juddy pode jantar com a gente. –Claro, eu aproveito isso como uma oportunidade de você e Fred conhecer meus outros amigos que acabaram de chegar. Tentei não demonstrar falsidade. Eu não queria que Juddy sentasse na mesma mesa que nós, mas, agora que todas as escolas finalmente chegaram, eu e Fred podemos finalmente tirar essa garota do caminho. –Você aceitou fácil de mais. Ele olha para mim desconfiado. Ele me analisa como se estivesse lendo minha alma. Eu apenas dou um sorriso. –Acho que você tinha razão. Eu tenho um problema para confiar nas pessoas. E também Acho que Fred tem razão, eu tenho um pouco de ciúmes quanto a vocês dois.– Embora eu odeie admitir, eu realmente tenho um problema com ciúmes. –Um pouco? Deixa eu te fazer uma lista. Teve a garota que ficou careca. A que misteriosamente nasceu uma espinha gigante na testa. A que ficou com a cabeça gigante. Teve uma que ficou congelada. Tô esquecendo alguma? –A do balaço.– Falo lembrando dessa ultima. –Tadinha, ela foi acertada por dois balaço, ficou desacordada por dias e quebrou o braço. O detalhe é que ela nem jogava quadribol e estava longe do estádio. Dou de ombros. Marcos levanta e me puxa para levantar também. Tô tão cansada que deixo meu peso cair sobre ele. Quadribol, discussão e destruir uma boa parte da floresta cansa. –Quer que eu te carregue?– Pergunta ele. –Só até a entrada do castelo.– Respondo. Marcos me pega estilo noiva e me carrega, apago no meio do caminho.
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