Capitulo 59

1054 Words
Sigo até a cozinha, Draco vai bem atrás de mim. Já no local, sento-me em uma mesa e espero até um elfo me servir algo. — Quando ia-me contar que o Snape é seu pai?— Pergunta Draco. Por um momento esqueci até como se respira. Como ele descobriu? Ele já contou para alguém? Ou Merlin. Observo Draco atentamente em busca de algum sarcasmo. Mas não encontro, Draco Malfoy está falando sério. — Porque você acha isso?— Pergunto tentando disfarçar. — Não venha com essa conversa, Black. Eu ouvi uma conversa entre o seu pai e os seus amigos. Enquanto você "tranzava" eu falei com o seu pai. Merlin, isso é estranho.— Diz ele rindo. Não sei o que é estranho, Snape ser meu pai, ou ter transado com os meus amigos. Draco falou sério cada palavra, menos "tranzava". Qual é, eu tenho apenas 14. Não iria ter a minha primeira vez com os meus dois amigos. Não com os dois de uma vez... —Acho que fui descoberta.— Levanto a mão em sinal de rendição. Dou um sorriso sarcástico. Um elfo trás uma bandeija com dois pratos e duas taças de suco. — Obrigada, Luffy.— Agradeço ao elfo — Não acredito que você agradece a um elfo.— Diz Draco rindo —Draco, você calado é um paraíso.— Falo Ele revirou os olhos, mas mesmo assim não saiu da cozinha, ficou me acompanhando durante a refeição. —A quanto tempo você toca piano? Percebi que ele já estava a um tempo procurando assunto, mas nunca pensei que ele me perguntaria isso. — Como sabe disso?— Pergunto curiosa. — Ouvi os seus amigos conversando com o seu pai. Também descobri que as suas tortas são assassinas. Draco começou a rir. Sempre achei desnecessário falar assim das minhas tortas. Elas não matam, no máximo da uma bela indigestão. — Não são assassinas, só não são comestíveis. Acho que estou apenas piorando a minha fama com as tortas. — Como você está?— Pergunta ele em um tom sério.— não vale mentir. Largo o meu grafo, dou um suspiro e um lece sorriso. — Não, eu não estou nada bem— Tento dar um leve sorriso. Draco segura a minha mão e fica em silêncio ate eu terminar. Saimos da cozinha e ficamos andando por aí. — Quer conversar?— Pergunta ele. — Não sei, eu geralmete não sou acostumada a conversar sobre a minha vida com alguém a não ser Marcos e Fred.— Sou sincera. — Eu não posso me comparar a eles, mas confie em mim Draco da um leve sorriso. Pego na mão dele e o levo para fora da escola. Para ser mais específica para o campo de quadribol, que se encontrava vazio. — É um bom lugar para conversar.— Diz ele. Ficamos no centro do campo, nos sentamos lado a lado na grama. —Lembra na aula de DCAT? — Pergunto. Contei para Draco toda a história da Mily, dos meus falecidos país e de como o Drogo me odeia. — Ele é um idiota.— Fala Draco após ouvir toda a historia — Não, eu acho que eu no lugar dele faria a mesma coisa. Eles só saíram de casa por minha causa, nada teria acontecido se não fosse por minha culpa. Draco me puxa para o colo dele e me abraça, entrelaço as minhas pernas ao redor da cintura dele. Coloquei a minha cabeça na curva do pescoço de Draco. —Tá, mais e o outro lado da moeda?— Pergunta ele. —Como assim?— Pergunto confusa. Draco me aperta no abraço, coloca a cabeça apoiando no meu ombro, posso sentir a respiração quente dele no meu pescoço. —E como seria sem você? Pense nisso. Não vou te dar a resposta exata para essa pergunta, porque você tem que pensar por se só. Mas sem você eu e Alcivan não estaríamos tão próximos. Sem mim muita m***a seria evitada. Decido não pensar muito nisso. Abraço Draco mais forte. Eu realmente preciso de um abraço. Dessa vez nenhuma lágrima caiu, chorei tudo que tinha para chorar noite passada. Draco começou a acariciar o meu cabelo. Do mesmo jeito que ele fez na aula de história da magia. Se eu não tivesse acordado praticamente agora, estaria começando a pegar no sono. — Ainda acho o seu irmão um idiota.— Diz ele. Me arrepio na hora. Tinha esquecido que a boca dele está muito perto. Por causa dessa aproximação ele praticamente sussurrou para falar comigo, o que fez a voz dele sair meio rouca. — Ele não era assim. Drogo sempre foi um exemplo de irmão mais velho.— Falo — Ele tentou falar com você? —Ele me mandou uma carta, mas eu deixei de lado.— Respondo. Eu esqueci a carta. Quando recebi não queria nada vindo dele, nem mesmo uma carta. Mas Drogo faz falta. Dou um longo suspiro, como eu estou com minha cabeça virada para o pescoço de Draco, percebi o mesmo ficar arrepiado. Dou um sorriso de lado, interessante. — Você... você pretende... l-ler?— Pergunta ele. — Você está bem? Me afasto um pouco, para poder ver o rosto do garoto. Ele também olha para mim. Faço a minha melhor cara de inocente. O garoto está um pouco vermelho. Como ele é bem branco, da para perceber facilmente quando ele está envergonhado. — Eu estou bem... Por enquanto. Draco olha para baixo, mas logo desvia o olhar para o lado. Olho para baixo e vejo que meu vestido subiu até o final da minha coxa, não me preocupo em Draco ver de mais, até porque ele não pode ver mais que isso, pois meus short impede. Coloco a minha mão no queixo que Draco e o faço olhar para mim, dessa vez ele está bem mais vermelho. Fazer o garoto ficar envergonhado e meu mais novo passatempo preferido. — Vamos voltar para o castelo?— Pergunta ele sem jeito —Você é fofo, Draco. Dou um selinho rápido e saio de cima do colo dele. Draco ainda passa um tempo para levantar. —Vamos logo dray!— Chamo para ver se ele acorda para a vida. O Puxo pela mão e andamos em silêncio. Pelo menos até eu começar a cantarolar alguma música.
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