Capítulo 55

1610 Words
Ando entre as árvores até chegar no pequeno lago. Me sento na beira do lago de pernas cruzadas, fico apenas observando e jogando pedras na água de vez em quando. Alguém senta no meu lado, vejo ser Cedrico pelo reflexo da água. –Você tem tempo para conversar comigo agora?– Pergunta ele –Claro que tenho.– Respondo rindo –Percebi que sua agenda está um pouco cheia.– Diz ele. –Sempre arrumo tempo para você.– Falo, sempre tenho tempo para amigos Olho para cima vendo o céu estrelado. No meio do jantar eu decidi sair. Precisava tomar um ar. –A propósito, você está linda. –Diz ele –Obrigada. Mas, você sim que está lindo. Cedrico não está lindo. Ele é lindo. A beleza só esta ampliada com o cabelo perfeitamente arrumado, a roupa o deixa mais perfeito. Agora é fato CEDRICO DIGGORY NÃO TEM DEFEITOS. –Quando você disse que a vista de Uagadou era linda, eu achei que estava exagerando, mas vendo pessoalmente. Você elogiou pouco. Observo Cedrico, o olhar dele estava fixo no horizonte, ele analisava tudo calmamente, com um brilho nos olhos. –As estrelas são o que mais me atrai. Agora ele me encara, eu apenas deito na grama, ele faz o mesmo. –Nossa, acho que eu nunca vi tanta estrelas juntas. –Eu, Fred e Marcos costumávamos fugir a noite para ver as estrelas. –Falando em Fred, você não me disse que namoravam. Viro meu rosto de lado e o encaro. De onde ele tirou isso? Talvez a Susana falou para ele sobre o beijo. Ela disse que era amiga de Cedrico e ele contava quase tudo a ela. –Bom, não somos. Se por algum acaso você estiver falando do beijo. Saiba que ele fez isso apenas para afrontar uma certa pessoa. –Quem?– Pergunta ele curioso –Meu pai, ele me beijou na frente do meu pai. Porque eu falei isso, eu não sei. Mas se por acaso ele descobrir que o i****a do professor Snape é meu pai, posso confiar nele. –Pelas barbas de Merlin, ele é doido?– Pergunta ele –Acho que sim. Continuamos a observa as estrelas. Tive uma ideia, olho para Cedrico, o mesmo olha para mim. Dou um sorriso de lado enquanto volto a me sentar. –Que tal a gente dar uma volta?– Pergunto –Tudo bem. Levanto e ajudo Cedrico a levantar. Retiro o salto e o coloco dentro da minha fiel bolsinha, pegando minhas botas marrom em seguida. Era bonita, vai até o começo da canela e é confortável. –Prevenida você.– Diz Cedrico sorrindo. –Só uma doida sai de salto sem algo de reserva. Ele apenas rir e pega minha mão, começamos a caminhar. É claro que eu não propus apenas andar por aí. Acho que o Cedrico tem que provar algo novo. –Já andou de Hipogrifo?– Pergunto –Não, por que? –Nada.– Bom vou levar ele para andar de Hipogrifo Andamos um pouco até encontramos um Hipogrifo, por ser uma ótima moradia para Hipogrifo, não é muito difícil encontrar um por aqui. Mas encontrar justamente o Hipogrifo no qual eu aprendi a montar é muita sorte. –Cedrico, eu te apresento Lúcifer. –Esse não é o nome que os trouxas usam para se referir ao d***o?– Ele me olha de lado. –Sim.– Respondo sorrindo. –Mas eu gosto do nome Lúcifer. Então coloquei nele. Eu e Cedrico nos aproximamos do animal divagar, Cedrico fez toda aquela cerimônia para consegui chegar perto de Lúcifer. Arrumo meu cabelo em um coque, tava tão bonito. Mas f**a-se. Monto em Lúcifer e estendo a mão para Cedrico. –Você tem certeza?– Pergunta ele. –Confia em mim.– Respondo. Cedrico monta logo atrás de mim, segurando em minha cintura. Lúcifer levanta vôo, é a gora que eu agradeço Fred e Marcos por sempre exigir que eu use um short por baixo de algum vestido que não seja completamente longo. –A vista daqui de cima é mais bonita.– Falo alto por conta do vento forte. Observo os limites da escola, todas as vezes que eu vejo parece a primeira. Da uma impressão de ficar cada vez mais bonita. Sinto um arrepio passar por todo meu corpo quando Cedrico apoia a cabeça em meu ombro e me abraça apertado. –Tem razão, é bem bonita.– Ele concorda Merlin. Do. Céu. Calma Thamy. Respira, inspira e não pira. Você está apenas voando a noite em cima de um Hipogrifo, junto com um amigo lindo de morrer que está perigosamente perto de mais. Ficamos por um longo tempo voando e observando tudo, Cedrico ainda me abraçava, eu já tinha me acostumado com os braços dele ao redor de mim. –Esta na hora de voltar, segura firme.– Digo para Cedrico. Lúcifer começou a perder altitude, em pouco tempo já estávamos no chão. Cedrico desceu primeiro, mesmo sem eu precisar de ajuda ele me ajudou a descer, segurando minha cintura, como apoio eu segurei os ombros dele. Eu já não estava em cima de Lúcifer, mas Cedrico continuou me segurando pela cintura, nossos olhares se encontraram. Agora vem a melhor parte. Nossos rostos estavam se aproximando, minhas mãos que estavam nos ombros de Cedrico, agora estavam ao redor de seu pescoço. –Eu quero muito te beijar agora.– Diz ele Dou um leve sorriso, Cedrico é diferente de todos os caras que eu já conheci, e olha que eu conheço várias pessoas. –Então me beije.– Respondo Cedrico sorrio, me puxou para mais perto e me beijou, beijar Cedrico é diferente, um diferente bom. Nossas línguas dançavam em perfeita sincronia, até parece que já tínhamos nos beijado antes. Finalizei o beijo com uma leve mordida no lábio inferior de Cedrico. –Eu espero mesmo que esse beijo não deixe nossa amizade estranha.– Diz ele. Thamy- claro que não. Leve esse beijo como um "boa sorte" já que os jogos começam amanhã. Realmente, se nossa amizade ficar estranha seria da parte dele. Foi um beijo, não é como se a gente fosse se casar. Nos afastamos lentamente e voltamos para o castelo conversando. Já no castelo andamos de mãos dadas até a torre de Hogwarts. Ele foi para os dormitórios da lufa-lufa e eu da Sonserina. Cheguei no dormitório estava todo escuro, acho que Pansy já está dormindo. Era isso que eu pensava até luzes virem do além e iluminarem todo quarto. As camas estavam todas ocupadas por: Draco, Pansy, Alcivan, Marcos e Fred. A única cama desocupada era a minha. –Merlin me explique, o que está acontecendo aqui?– Pergunto. –Fala você, você sumiu o jantar quase todo.– Diz Pansy. –Queremos explicações.– Diz Alcivan. Coloco minha bolsa em cima do criado mudo, retiro minhas botas, solto meu cabelo e me jogo na cama. E mais uma vez agradeço ao Fred e Marcos me obrigarem a usar um short por baixo. –Eu não devo satisfação nem ao meu pai imagina vocês.– Falo e logo mudo de assunto.– Falando no meu pai, ele queria me dar um pelúcio. Os três sonserinos se olharam sem entender nada. Enquanto Fred e Marcos deram gargalhada depois voltaram a ficar sério. –Eu percebi dois fatos com essa sua resposta.– Diz Marcos. Todos agora estavam sentados na cama, Pansy estava com um pijama fofo, branco com estampa de caverinha. Alcivan estava vestindo roupas largas porém leves. Draco estava com um de seus pijamas caro para d***o. Fred vestia uma blusa larga escrita "Love and Rock" -essa vai ser a próxima que eu vou "pegar emprestado" dele- preta com uma calça também preta. Já Marcos vestia um conjunto preto com nuvens vermelhas. –Como assim dois fatos? Ela não falou quase nada.– Fala Draco. As vezes eu esqueço que esses dois me conhece mais que eu mesma. É claro que ele sabem o que eu fiz quando eu tento muda de assunto quando eles fazem uma simples pregunta. –Quando se convive com a Amy desde a infância você percebe que ela é uma pessoa super fácil de ler, mesmo não sendo legilimete.– Diz Marcos. – Explica aí Fred. Coloco o travesseiro sobre meu rosto. Porque eu tinha que ter amigos que me conhecem tão bem? –Primeiro podemos perceber que o pai dele não a ama e quer se livrar dela. Ou apenas não conhece a filha o bastante para querer dar um pelúcio a ela. – Diz Fred dramático. –Por que?– Pergunta Pansy. – Pelúcio são as coisas mais fofas. Fora a parte de serem obsecados por tudo que brilha. –A Amy é alérgica.– Responde Marcos.– Teve uma vez que ela quase morreu. Nossa sorte foi, que na bolsa dele tinha uma poção que dava um jeito nisso. Pensando bem, naquela bolsa tem de tudo. Levanto e pego uma toalha, ando lentamente até a porta do banheiro, para que talvez eles não percebam e eu possa fugir antes de um dos garotos falarem o segundo fato. Já estava com a mão na maçaneta quando escuto o Fred. –O segundo fato é que ela pegou alguém.– Fred fala como quem não quer nada. –O que!?– Pansy me olha –Onde!?– Pergunta Alcivan –Quando e quem!?– Draco cruza os braços. Os três falaram na mesma hora quase que não deu para entender. Os três sonserinos me olhavam indignados, enquanto Fred e Marcos sorriam sarcásticos. –Ela mudou de assunto com uma simples pergunta.– Explica Fred –Ela só faz isso quando faz coisas que não quer que sabemos.– Diz Marcos. – Geralmente isso acontece quando ele fica com alguém Todos agora estão olhando para mim. –Não me olhem assim. Eu posso beijar quem eu quiser.– Realmente posso. –Foi o Diggory não foi?– Pergunta Draco. Mordo o lábio inferior. –Foi ele.– Falam Fred e Marcos ao mesmo tempo – A qual é!– Entro no banheiro batendo a porta.
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