CAPÍTULO 5

2744 Words
-ooOoo- MICHELANGELO Eu estava dirigindo a 100 km em uma rodovia sentindo o vento batendo em meu rosto e balançando meus cabelos. Eu olhei pelo retrovisor e vi o conversível preto do Noah logo atrás. No carro comigo estava o meu irmão, Thakira, Jade, Fawcett e Brandon que estava muito animado em estar voltando para a casa depois de tanto tempo. — Eu nem acredito que estamos voltando para a casa depois de tanto tempo naquela faculdade estudando como um bando de escravos — meu irmão disse fazendo os dramas dele. — Não reclama amor. Você só está fazendo direto, diferente de mim que tenho que criar e aturar a Jade. Agora me diz quem sofre mais? — Isso não é uma competição loira! Fawcett apenas revirou os olhos e colocou os fones de ouvido. — Estava mesmo com saudades do Marcelo e do Maurício — Brandon disse animado. — Sorte de vocês que é uma família feliz! — Jade disse enquanto lia um livro de alto ajuda, não me perguntem o motivo. — Minha mãe está em um desfile em Londres e o tio da Fawcett está na Alemanha cuidando de algumas coisas da empresa que ele é dono... Na verdade não me importo. — E com quem está o seu irmão? — eu perguntei para ela que deu de ombros. — Não faço ideia... Eu neguei com a cabeça e foquei na estrada. *** Depois de ter deixado os outros em casa, meu irmão e eu pegamos estrada outra vez. Quando chegamos em casa eu vi que estava uma loucura. Tinha homens por todos os lados. — Quando foi que Deus fez homens tão bonitos assim na face dessa terra? — meu irmão perguntou todo assanhado e indo em direção a alguns homens. Eu revirei meus olhos e fui para a entrada da casa, mas quando eu fui abrir abrir a porta, meu pai Marcelo foi mais rápido e passou por mim como um furacão. Ele foi até o Dominc e o pegou pela orelha o trazendo para dentro de casa, era uma cena até que engraçada. — Larga o menino Marcelo! — meu avô apareceu dando tapas na cabeça do meu pai. — Ai pai, para pai. Isso dói! — E você acha que o menino não sente dor? — ele perguntou ainda estapeando Marcelo. — Ele estava de saliência com os homens lá fora. Meu avô parou de bater no meu pai e ficou olhando fixamente para o Dominic que só teve tempo de correr, meu avô tirou o chinelo e correu atrás dele gritando algumas coisas sem nexo. — Crianças! — meu pai disse olhando para os dois e fazendo cara feia. — Sério? — Estava com saudades de você campeão. Como está a faculdade? — ele perguntou me abraçando. — Cansativa... Onde está o papai? — Na cozinha supervisionado o trabalho dos garçons. — Eu vou até lá. Eu disse dando um beijo no rosto dele e indo até a cozinha. Onde eu tive a chance de ver meu pai babando por um garçom gostosão enquanto comia um pote de sorvete de flocos. — Eu vou contar para o Marcelo — eu disse alto e a colher pulou da sua mão. — Que susto moleque! — ele disse com sua voz grossa. — Por que se assustou? Estava aprontando? — Me respeita praga. É claro que eu não estava aprontando, apenas supervisionado o trabalho do homem... Eu olhei para o garçom e ele me lançou um lindo sorriso o que não deixou meu pai muito feliz. — Vocês jovens! Quer saber? Vai arrumar lá fora rapaz, não tem o que você fazer aqui. Anda! — ele disse assustando o homem que saiu correndo. Coitado. — Que pouca vergonha — ele disse coçando a barba. Eu dei risada e dei um beijo em seu rosto e ele abriu um enorme sorriso me dando um abraço apertado. — Estava com saudades de você. Onde está seu irmão? — Correndo para não levar um surra! — eu disse dando de ombros e ele concordou com a cabeça já imaginado do que se tratava. — Bom, eu vou tomar um banho. Estou cansado. — Vai lá. Daqui a pouco o almoço vai estar pronto... — ele ficou me olhando como se quisesse se lembrar de alguma coisa. — O que foi? — Eu tinha que dizer algo importante, mas eu me esqueci. Bom... Vai tomar seu banho que depois eu lembro... — Ok. Eu disse e fui para o segundo andar da casa, estava andando distraidamente no corredor pensando na morte da bezerra quando chego na frente do meu quarto e olho de relance para a porta do quarto do Dominic que estava rosa... Espera rosa? Mas essa porta costumava ser branca. Eu andei lentamente e abri a porta do quarto dando de cara com o paraíso da Madison, isso mesmo. Tinha uma enorme faixa pendurada na parede. Por falar em parede, a que dividia o quarto dos meus irmãos não estava mais lá, deixando o quarto 2x maior do que ele já era. — Que merda aconteceu aqui? — eu perguntei vendo as paredes rosas e roxas. Um banheiro tinha virado um enorme closet de sapatos e o outro banheiro estava muito maior. — Vejo que já viu o quarto — Marcelo disse entrando no quarto. — Madison fez isso quando seu pai e eu viajamos em uma longa viagem de negócios. — Quando foi que ela fez isso? — Acho que já tem uns três meses. Seu pai conseguiu segurá-la, mas não imaginávamos que ela já tinha tudo programado. Pensei que Maurício iria te contar. — Então era isso que ele esqueceu. — Espera, esqueceu? Quer dizer que ele também não contou para o seu ir... — Meu quarto! Que merda aconteceu com o meu quarto? — ele perguntou vermelho. Então foi ai que ele viu a enorme foto da Madison que estava grudada na parede. — MADSOOOOOOON! Meu pai estava assustado atrás de mim, quando Dominic se virou até eu senti medo. — Você... Você deixou ela fazer isso? — Eu fui pego de surpresa assim como você. Por favor não faz nada comigo. Você parece seu pai com raiva. — Ela... Ela vai se arrepender de ter feito isso comigo! — ele disse entrando no closet e saindo com os braços cheios de Scarpins. — O que você vai fazer com isso? — meu pai Marcelo perguntou e Dom rosnou o deixando assustado. Dominic saiu do quarto e nós fomos atrás. Quando ele chegou na sala meu pai Maurício estava lendo um livro e quando nos olhou ele se lembrou da obra de arte da minha irmã. — Não foi culpa nossa! — Maurício levantou os braços. Dominic nem deu atenção. — O que você vai fazer com esses sapatos? — Vou assassiná-los. — Pelo amor de Deus não faça isso. Eu paguei muito caro nesses sapatos! Dominic os jogou no meio da grama e voltou correndo para dentro de casa. Depois ele voltou com uma garrafa de álcool e alguns fósforos. Ele abriu um sorriso de psicopata e colocou fogo nos belos sapatos da minha irmã. Dominic começou a rir que nem um louco. — Vingança. Vimos um carro preto se aproximar e de dentro dele sair a minha irmã que quando nos viu abriu um enorme sorriso e disse: — Que legal, estamos fazendo uma fogueira! O que estamos queimando? Suas roupas feias papai? — ela perguntou para Maurício que abriu a boca e fechou varias vezes e logo em seguida formando uma carranca na cara. — Quer saber? Bem feito. Praga. Ele disse entrando em casa. — Não entendi... — Maddie olhou para a fogueira e pôde ver um salto alto derretendo. — Meus... Meus... Meus bebês? São meus bebês? Você colocou fogo nos meus bebês? — De graças a Deus que não foi no paraíso de Madison... Ela abriu e fechou a boca varias vezes pensando em dizer alguma coisa, mas Madison passou a mão nos cabelos agora tingidos de loiro e soltou um grito alto como o rugido de uma pantera pronta para atacar e foi para cima do Dominic que ficou preparado para ser atacado pelas unhas stilettos da minha irmã. Meu pai Marcelo tentou segurar Madison, mas tudo foi rápido de mais e quando viu ela já estava rolando no chão com o meu irmão. Quando eu digo rolando, não quero dizer que ela estava batendo e ele apanhando, eu pude ver meu irmão enfiando a cara da minha irmã na grama. Eu olhei para o lado e vi meu avô rindo de toda a situação enquanto comia um pote de coxinha. — Eu amo essa família. — Senti sua falta vovô. Ele abriu um enorme sorriso e passou o braço em volta do meu ombro. Aquele seria um longo final de semana, mas acho que o mais divertido do ano. *** DIEGO Eu estava sentando na cadeira olhando para o enorme bolo que eu tinha acabado de terminar, o bolo da filha do Marcelo, aquela menina estranha que assusta qualquer um. — Quem é o melhor pai do mundo? — Noah perguntou entrando na cozinha. — Não sou eu, pode ter certeza. — Também estava com saudades. Porque essa cara? Aconteceu alguma coisa? — Sim, eu passei a noite inteira acordado fazendo esse maldito bolo. E ainda tem um rato gordo no meu quarto que nem me deixar tirar um cochilo ele deixou. — Ainda com medo de ratos? — ele perguntou pegando água na geladeira. — O quê? Não, isso é passado. — Então porque não mata o rato? — Por que seria crime? — Crime? — Sim, imagina eu nos jornais. Chef de restaurante famoso mata o filho da estilista Kendra Worth... Não querido. Gosto da minha vida como está... — Você está falando do filho da Kendra? Jonathan? — Ele mesmo. — Porque chamou a criança de rato gordo? — Simplesmente porque ele parece um rato e é obeso. Com menos de um ano aquela criança come por você. E o apelido de Gremlin já estava sendo usado. Eu disse ouvindo Jonathan chorando no quarto, choro de criança me lembra Noah pequeno, Noah pequeno me lembra noites e noites sem dormir, me lembra mingau jogado na cara e as vezes que eu tive que ir na escola busca-lo por ter sido pego brincando de "médico" com as amiguinhas. Eu realmente odeio choro de criança. — Eu vou pegá-lo... Noah disse indo para o quarto e me poupando ter que pegar aquele saco de banha no colo. Logo ele voltou com o bebê. Jonathan estava com a cabeça deitada no ombro do meu filho enquanto soluçava, porem ficando mais calmo. — Com certeza é saudades da mãe... Noah disse beijando a cabeça da criança. — Como alguém pode sentir saudades da Kendra? — eu perguntei com vontade de rir. Noah me ignorou e se sentou na cadeira dando beijinhos nas bochechas gordas do Jonathan. — Será que esse menino vai ser homossexual? — eu perguntei pensando com meus botões. — Diego! — Percebeu quantos homossexuais tem nesse livro? Meu filho, só com esses personagens já da para fazer uma parada gay. Se ele for ou não, não vai fazer muita diferença. E com certeza está vindo mais, daqui a pouco a palavra heterossexual não irá existir mais no nosso vocabulário. — Você não presta. Ele disse negando com a cabeça e deu uma laranja para Jonathan que tinha parado de chorar e agora estava mais interessado na forma da fruta que tinha na sua frente. — Esse menino só pensa em comida? Que coisa horrível. Eu disse saindo da cozinha e indo em direção ao meu quarto, já que Noah está aqui ele que cuide do fat family número 09, eu vou é dormir porque com certeza que eu ganho muito mais. *** MICHELANGELO Muita gente é o que tinha na festa da Madison, veio pessoas da profundezas que com certeza ela nem deve conhecer. Pelo que ela me disse, Madison entregou os convites mais ou menos assim... " — Venham todos a minha festa, vai ter comida e bebida de graça. Para heterossexuais terão mulheres bonitas, para os gays terão homens gostosos. Ninguém sairá daquela casa sozinho. Ela disse em cima da mesa do refeitório — VENHAM PARA A MELHOR FESTA DE TODOS OS ANOS... Ela jogou os convites nas pessoas que estavam a sua volta..." É... Foi mais ou menos assim. — Eu não imaginava... Não imaginava que sua irmã iria trazer tanta gente assim... — disse meu pai Maurício. — Sério que isso não passou pela sua cabeça? Porque no telefone Madison fez questão de gritar que iria distribuir os convites e pelo jeito ela não estava mentindo. — Eu não pensei que ela estava falando sério! Ele disse me olhando chocado o que me fez cair na risada. Só meu pai mesmo para cair nas conversas da minha irmã. — Michelangelo — escutei alguém me gritando e dei de cara com Brian e Belle que estavam brilhando por causa da tinta que minha irmã tinha jogado para o alto. — Brian? Belle? — eu disse sorrindo e dando um abraço apertado nos dois. — Quanto tempo, eu não sabia que vocês conheciam minha irmã... — Mas nós não conhecemos... — Belle disse animada. — Não conhecem? — Não, compramos ingressos de uns caras. Só não imaginávamos que seria aqui na sua casa, que aliás é perfeita... — Brian disse. — Essa casa são dos meus pais, a nossa não é nem a metade disso... Mas vão se divertir, a noite é uma criança... — eles saíram correndo e foram para a pista de dança. — E minha irmã também... Eu disse procurando em volta para ver se achava Madison, mas com certeza a mesma estava esperando para ter uma entrada triunfal. — Festa animada... — eu me virei e de cara com o meu lindo namorado. — Eu te conheço? — eu perguntei passando a mão em seu peitoral malhado. — Não, mas eu posso te dar muito prazer... — Espero que não seja assim que você fala com esses garotos na balada — eu disse dando um soco em seu ombro, mas antes eu percebi que seu olho direito estava roxo. — O que aconteceu com seu olho? — Jonathan jogou uma laranja nele... — ele disse dando de ombros. — Que Jonathan? O filho da Kendra? — Esse mesmo? — Então o Diego está cuidando dele? — Sim... — ele disse me abraçando e eu dei um beijo em seu rosto. — Sabe que agora eu estou muito melhor? Obrigado meu amor. Ele disse e eu dei risada passando meu braço em volta da sua cintura. — Aqueles são Belle e Brian? Ele perguntou se referindo aos dois que estavam que nem loucos pulando na pista de dança. — São sim e aquele louco junto com eles é o meu querido irmãozinho que segundo ele está dançando para não fazer a cara da minha irmão de cortador de grama, mesmo que ele já tenha feito isso — eu disse sorrindo e Noah arregalou os olhos caindo na risada. A música que estava tocando em um som animado parou e todos olharam para onde um holofote acendeu dando toda atenção a minha irmã que estava exageradamente linda com seu vestido azul e seus cabelos loiros presos. — Obrigado a todos que estão aqui para esse momento divino. Fico feliz que tenham vindo a minha festa de 16 anos, e agora nós vamos nos divertir por que a noite é uma criança. Maddie gritou e todos pularam junto com ela, a musica voltou a tocar e ela foi para o meio da pista de dança. — Como eu disse, que Deus tenha piedade dessa menina — Diego disse aparecendo ao nosso lado, ele estava segurando Jonathan que estava lindo em seu macacãozinho de estampa animal. — Sim eu sei, esse garoto está ridículo, mas eu não tenho roupas de bebê na minha casa. Kendra tem que parar de colocar estampa animal nessa criança. Ele disse indo para o outro lado do jardim. — Quer dançar? — Noah me perguntou. — Pensei que não ia me convidar! Eu disse sorrindo e pegando na sua mão lhe puxando para a pista de dança onde tocava alguma musica animada do David Guetta. Como eu disse, foi o final de semana mais divertido do ano. Pode ter certeza.
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