cap 26 não mente pra mim

835 Words
MARIA JÚLIA Rafael nem ficou muito tempo aqui. Expulsei ele que disse iria falar com o tal Cauê, mas que voltaria depois pra jantar comigo. Ele saiu daqui por volta das seis horas, quase sete. Por isso me apressei pra fazer alguma coisa pra jantarmos. Preparei uma macarronada que não foi por acaso que eu fiz, mas ficou um absurdo de boa. Ele ficou com o Cauê até às nove e logo ouvi que ele entrou em casa, eu já tinha tomado outro banho e estava assistindo filme na televisão. — Oi, linda. — Em um impulso ele beijou minha boca e eu olhei pra ele com os olhos cerrados. — Oi. Fiz a janta, você vai querer comer aqui? — Depende, se você for a sobremesa eu aceito. — Cala a boca, Rafael. Vai comer aqui ou não? — Ele riu e concordou. — Eu vou. — Eu ri e me levantei. Ele colocou a macarronada no prato e minutos depois nós tínhamos devorado metade dela. — Que mãozinha boa você tem pra cozinhar. — Ele brincou. — Vou aparecer aqui todo dia pra ver se você vai fazer comida pra mim. — Eu ia fazer só pra mim, mas eu sou boazinha e fiz pra você também. — Eu preciso ir pra casa resolver algumas coisas, amanhã e quinta eu não vou conseguir vir, mas na sexta eu tô por aqui. — Dois dias sem te ver, seria um sonho? — Eu falei e ele riu. — Tá mais pra um pesadelo, eu sei que você não aguenta ficar muito tempo longe. Ele foi pra casa e eu me recolhi pra dormir. Custei um pouco pra pegar no sono mas quando ele veio, eu simplesmente apaguei. (...) Dois dias depois Os dois dias se passaram arrastando, eu realmente senti falta de Rafael aqui, mas nunca deixaria ele saber disso. Trocamos algumas poucas mensagens durante esses dias, pelo visto ele estava "trabalhando". Ainda não sabia o que pensar sobre o trabalho dele, ainda não sabia se valia o risco de me relacionar com ele. Sendo filha de um cara da lei, vi minha vida toda meu pai prender homens como Rafael, e agora me sentia completamente atraída por ele. Era tudo muito contraditório. Mas Rafael nunca mentiu sobre sua personalidade, aquele era ele e sempre foi. Não é porque ele é alguém envolvido com coisa errada que vai ter desvios de caráter. Eu estava tentada a simplesmente ignorar a minha parte sensata e ouvir a minha parte louca. O problema é que 90% de mim quer muito ficar com Rafa, mas os outros 10% ainda tem um pé atrás acerca da identidade dele. Falando no bendito, ele entrou em casa sem bater e veio pra perto de mim que estava na cozinha lavando a louça do almoço. — E aí, sentiu minha falta? — Ri sarcástica com a pergunta dele e neguei com a cabeça. — Foram os dois dias mais pacíficos que eu tive. — Ele riu. — É o seguinte, linda. Tenho dois convites pra ti. O primeiro é o mais simples, baile aqui amanhã. Cauê vai dar um baile e pediu pra eu te chamar pra conhecer. Chega de festinha de playboy, baile que é festa de verdade. — E o segundo? — Perguntei. — O segundo seria você como minha acompanhante em uma viagem pra Floripa na segunda-feira. Tenho umas coisas pra resolver lá e quero você comigo. — Hum, vou pensar. — Ele me abraçou por trás e beijou minha nuca. — Para com isso, Rafael. — Porque? Não aguenta? — Ele continuou beijando meu pescoço e apertou minha cintura. Em um movimento rápido ele me virou de frente pra ele e olhou bem no meu olho, eu sentia sua respiração batendo no meu rosto e suspirei. Que se dane essa invenção de "pensar" sobre querer ou não ficar com ele, eu quero, meu corpo quer, minha mente quer e é isso. Mordi de leve o lábio dele e ele riu me beijando de vez, mostrando que estava esperando só uma confirmação minha. Rodeei minhas mãos ao redor do seu pescoço e ele apertou minha cintura como se estivesse se segurando pra não ir além. Mas uma de suas mãos desceu pra minha b***a e apertou forte me fazendo gemer baixinho no meio do beijo. Rafael desceu sua boca pro meu maxilar, beijando ali e chegou no meu pescoço. Ele beijava ali sem se preocupar em deixar marcas, e eu também não estava me importando muito. Ele subiu de novo sua boca e se afastou me olhando enquanto eu tentava me concentrar em controlar minha respiração. — Isso é um sim? — Ele perguntou baixinho e com a voz rouca me deixando arrepiada, concordei com a cabeça rindo e ele riu também. — p***a, Maju. Tu não sabe o quanto eu tava esperando por isso. — Só, por favor, não mente pra mim de novo. — Falei. — Não vou fazer isso, eu tô curtindo você. Vamos deixar rolar.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD