MARIA JÚLIA — 2 meses depois. Finalmente estávamos em dezembro, uma época do ano que nunca teve muito significado pra mim já que meus pais nunca fizeram questão de ter um tempo pra família durante as festas de fim de ano; na maioria das vezes eu ficava com Clara e os pais dela. Falando nela, nos encontramos duas vezes pra conversar. Ela conheceu Rafael na primeira vez, e na segunda estávamos sozinhas no shopping — Rafael foi comigo, mas se manteve um pouco distante pra nos dar mais privacidade. Ela falou que minha mãe estava acabada e meu pai saía de casa todos os dias cedo e voltava de madrugada. O primo dela que trabalha na polícia disse que eles estão incansáveis procurando um criminoso. Meu pai também não deu mais notícias. Por um lado eu me sentia aliviada por isso, por outro eu s

