RAFAEL (Talibã) Acordei no dia seguinte e antes que Maju acordasse eu saí de casa. Dirigi até Realengo pra falar com Tony e assim que cheguei na barreira do morro fui parado. Talvez porque depois que eu subi de cargo, nunca mais pisei aqui, eles não me conheciam. — Fala tu, vai pra onde irmão? — um dos vapores me perguntou quando eu abri o vidro do carro. Ele olhou pra pistola no banco do carona e me olhou apontando a arma dele pra minha cabeça. — Quero falar com Tony, avisa a ele que o Sombra tá aqui. Ele sabe quem é. — ele concordou lentamente e puxou o radinho, sem tirar minha cabeça da mira. — Chefe, tem um Sombra aqui na barreira. Quer falar contigo, eu deixo subir? — segundos depois Tony respondeu. — Sombra? — ele pediu pra confirmar e o rapaz concordou. — p***a, manda subir. Tô

