cap 28 ciúmes

1175 Words
MARIA JÚLIA Vesti a roupa mais fresca que eu tinha, estava um calor sem igual no Rio de Janeiro. Hoje era o baile que Cauê supostamente mandou Rafa me convidar, ainda não vou com a cara dele. Mas preciso sair de casa e o baile seria uma boa distração. Ainda estava com um chupão no pescoço que Rafael deixou na noite anterior, mas consegui cobrir com maquiagem. Passei meu perfume e ouvi a buzina sabendo que era Rafa. Ele ficou de passar aqui pra me levar, já que em hipótese alguma eu iria sozinha. — Linda, gostosa e cheirosa. Toda perfeita. — Ele me beijou assim que eu entrei no carro e cheirou meu pescoço. — E você é puxa-saco. — Ele riu e deu partida no carro indo em direção ao local que seria na quadra principal do morro. — Antes de sair, vou te dar as coordenadas. — Ele disse quando estacionou o carro na vaga que estava reservada para ele. — Não dá papo para ninguém, não deixa tua bebida dando bobeira, se alguém te chamar para qualquer lugar que seja, nem pense em ir e me avisa se qualquer uma dessas coisas acontecer. A gente vai ficar no camarote, mas isso não impede ninguém de chegar na maldade, entendeu? — Entendi. — Olhei estranho e ele assentiu. — Vamos então. Saí e fui para perto dele que estava do outro lado do carro me esperando. Ele me passou para frente de seu corpo e passou a mão ao redor da minha cintura enquanto nós passávamos pela entrada, onde tinham vários homens armados. — Fica a todo momento perto de mim. — Ele disse no meu ouvido e encostou mais em mim, me fazendo sentir a arma na cintura dele. Assenti e continuamos andando em direção ao camarote. — Fala, meu irmão. — Cauê nos viu chegando e cumprimentou Rafael. — E aí, baixinha. — Estendeu a mão para que eu fizesse toque também e, a muito contragosto, eu fiz. — O que querem beber? — Vou querer só uma lata de Coca por enquanto. — Rafa me perguntou. — E eu um energético. — Não estava a fim de beber hoje, depois das instruções de Rafael que não quis mesmo. Cauê assentiu e saiu de perto. Rafa sentou em uma cadeira e eu ia sentar do seu lado, mas ele me puxou para o seu colo. — Marquei território, mas você tampou. — Ele passou o dedo no meu pescoço onde estava o chupão que eu cobri com maquiagem. — Não vou sair por aí exibindo um chupão, depois vão sair falando que eu sou uma sem-vergonha. — E quem liga? — Ele beijou meu pescoço. — Tá faltando pano nessa tua roupa. — Ele arrumou meu top e eu gargalhei. — E quem liga? — Repeti a mesma pergunta que ele me fez e ele me olhou com a cara fechada. — Aqui, casal. — Cauê chegou com um balde com gelo, duas latinhas de Coca e duas latinhas de Red Bull. Peguei minha latinha e tomei dois goles, roubei um gole da Coca de Rafael também e ele riu. Chegou outro homem que cumprimentou Cauê e chegou perto de nós. Reconheci ele do domingo na casa de Rafael. — E aí, irmão. — Fez toque com Rafael que ainda estava com a mão na minha coxa. — Fala aí, cara. — Rafael respondeu ele. — Achei que nem vinha. — Eu sou a estrela, estrela não chega cedo. — Nós rimos. — E você, princesinha? — Ele olhou pra mim e estendeu a mão que eu peguei e apertei. — Prazer, Felipe. — Oi, Felipe. Prazer, Maria Júlia. — Ele assentiu e sentou perto de nós. — Tem um cigarro aí, cara? — Rafael perguntou e Felipe concordou tirando um maço do bolso junto com o isqueiro. Se tinha uma coisa que eu odiava era cheiro de cigarro, por isso me levantei do colo de Rafa e ia me afastar para ficar na grade. — Já entendi, linda. Precisa levantar não, vou fumar ali no outro canto e você senta aqui. — Ele disse e eu ri concordando. — Vamo ali, irmão. — Ele chamou Felipe que foi com ele. Estava tocando um funk, ritmo que não me agradava muito, mas eu não poderia simplesmente ir lá e pedir pra trocar. Então sentei e continuei bebendo meu energético. No último gole senti alguém se sentando ao meu lado e percebi ser Cauê. Ele sentou na cadeira onde antes o Felipe estava sentado. — Ei, baixinha. Não tivemos nem a oportunidade de se apresentar, mas tu já sabe meu nome e eu sei o teu então já somos conhecidos. — Ele começou a falar. — Rafael já me deu o papo e eu sei que errei feio, ainda bem que nada te aconteceu. Por isso eu queria uma segunda chance de mostrar quem eu sou mesmo, eu não sou aquele cara que te drogou. — Olha, Cauê, eu posso até te dar um voto de confiança. Mas quem vai garantir que na primeira oportunidade você não vai dar uma mancada dessas de novo em troca de dinheiro? — Ele deu de ombros. — Eu posso ter um milhão de defeitos, mas sou homem de palavra. Te dou a minha palavra que não vai acontecer de novo. — Ele disse e estendeu a mão como em um acordo. E eu a apertei, querendo acreditar que realmente aquele que me drogou não era o mesmo que está na minha frente agora. — Tu parece ser uma mina da hora, meu mano tá te curtindo e eu desejo só felicidade pra vocês. — Ele disse e logo em seguida Rafael chegou com Felipe. — Já se resolveram? — Felipe perguntou. — Não tá mais com ódio dele? — Todos nós rimos e eles se sentaram. Rafa me puxou pra levantar, sentou na cadeira que eu tava e eu sentei de novo no colo dele, de costas pra ele. Ele puxou minha saia pra baixo porque tinha subido um pouco e eu ri. — Isso tudo é ciúmes? — Perguntei e ele me olhou cerrando os olhos. — Eu não deveria ter? — Ele perguntou. — Isso é tudo meu, tem que mostrar pra outros não. — Ele passou o dedo na minha coxa de leve e me arrepiou. — Eu sou sua, mas você é de ninguém? Negativo! Ninguém é de ninguém, lindo. — Pisquei pra ele que fechou a cara. Começou a tocar um reggaeton e eu me remexi no ritmo da música. — Para, Maju. Vai me deixar de p*u duro aqui. — Ele pediu baixinho no meu ouvido e eu ri sacana, olhei ao redor vendo que ninguém percebia nossa movimentação. Felipe e Cauê estavam olhando para outra coisa e conversando entre si. Continuei rebolando bem devagar e Rafael apertou minha cintura para que eu parasse no lugar. Conseguia sentir seu m****o dando sinal de vida dentro da calça e saí de cima dele indo para a grade do camarote.
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