CAPÍTULO CINCO

669 Words
POV de LYAH A noite estava perfeita! Lua cheia, céu limpo e coberto de estrelas, não estava muito frio e a água da cachoeira fazia um barulho relaxante, meus olhos estavam pesados. Havia um lugar especial na matilha, quase ninguém ia até lá, porque ficava muito perto da fronteira, isso fazia dele ainda mais perfeito. Era uma pequena clareira, pequena mesmo, com grama verde, árvores ao redor e uma cachoeira baixa, que jorrava sua água em um lago. Era o meu lugar! Onde ia sempre que precisava pensar ou ficar sozinha. Eu estava deitada na grama, um braço apoiado sobre o rosto, o outro sobre a barriga, pernas dobradas e nenhuma preocupação. Comecei a cantarolar uma música da Taylor Swift, balançando o pé no ritmo, tão distraída que não ouvi os passos e nem senti o cheiro, só percebendo sua presença quando ele se deitou do meu lado. Tirei a mão de sobre o rosto apenas um pouco, Noah estava com os cabelos bagunçados, de camiseta e short de basquete, ficou olhando pro céu, e o silêncio reinou por vários minutos, confortável, acolhedor. - Você está bem? - perguntei sem me mover, ele demorou a responder. - Acho que sim. - Suspirou parecendo muito cansado. - Estava patrulhando. - Hum... Aconteceu alguma coisa no seu patrulhamento? - Não. Me virei de lado, me apoiei sobre o cotovelo e o encarei. - Então, Alfa, o que tá pegando? Porque você acabou de perturbar a minha paz interior. Um sorriso enorme se abriu em seu rosto e ele me olhou, quando aquele azul tocou minha pele, faíscas deliciosas me percorreram e por um segundo meu coração descompassou. - Curte essa vibe? Revirei os olhos. - Desembucha, Noah! Te conheço muito bem, e sei quando fica protelando e tentando mudar de assunto. Ele ergueu uma sobrancelha sem desviar os olhos dos meus, me senti derretendo e desejando no fundo do meu coração que aquele homem fosse meu companheiro destinado, porque ou eu estava bem louca ou apaixonada por ele. - O que você acha sobre companheiros destinados? Senti um vinco se formando na minha testa, que tipo de pergunta era aquela? - Acho que são preciosos. Um presente que deve ser honrado. - Ele desviou o olhar, fitando o céu como se quisesse fazer parte dele. - Por que? Não pensa assim? - Eu fiz três promessas a mim mesmo, Lyah. A primeira, que a minha matilha viria sempre em primeiro lugar. A segunda, que eu esperaria minha companheira destinada e a terceira, que eu seria sempre um bom Alfa. - São boas promessas. Pelo que vejo, você conseguirá cumpri-las, Alfa. Ele riu, mas sem qualquer humor, então voltou a me encarar. - Acho que para cumprir uma, terei que quebrar outra. Fiz uma expressão de confusão, aquela conversa estava esquisita demais, profunda demais. - E por que? Para mim elas estão interligadas. Sua respiração foi profunda, parecia prestes a desistir de algo que queria muito, me senti inquieta, uma angustia incoerente borbulhando em meu estomago. Voltamos ao silêncio, só que dessa vez não tinha conforto, tinha um vazio que foi tomando conta de toda a clareira. Me sentei abraçando os joelhos e fiquei olhando o movimento da água. - Preciso continuar a patrulha. - Noah falou de repente se sentando também. - Não fique flertando com meus guerreiros, Lyah. A mudança de assunto me surpreendeu, então ele estendeu a mão em direção ao meu rosto e tirou um pedaço de grama do meu cabelo, seus dedos demorando mais tempo do que o necessário, roçando na minha bochecha, me fazendo fechar os olhos e suspirar. Não sei como foi ou porque, mas senti seus lábios tocando os meus tão suavemente, como a pétala de uma rosa, foi um leve roçar, que acendeu uma labareda dentro de mim, que me fez querer segurá-lo ali, mas tão rápido quanto começou, terminou e quando eu abri os olhos, Noah, já não estava mais ali. Caí de costas na grama e grunhi. Definitivamente, eu estava apaixonada.
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