CAPÍTULO QUATRO

818 Words
POV de NOAH "Noah, onde você está?" - Ouvi a voz do meu pai pelo link mental da matilha. - "A reunião vai começar em cinco minutos." "Estou a caminho." - Me virei para Caio. - Vamos, a reunião está prestes a começar. Seguimos em direção a casa da matilha, me sentindo ainda mais aborrecido, porque sabia que o tema da reunião seria, a escolhida. A casa da matilha, era uma construção em madeira, era enorme e belissima, possuía uma varanda que rodeava toda a casa, com poltronas confortáveis e pequenas mesas espalhadas, janelas imensas e entalhes de lobos. Tinha quatro andares, no primeiro ficava a área comum, por assim dizer, ali havia uma sala gigante com sofás, mesas e uma pequena biblioteca, seguindo por um corredor havia um refeitório que tinha capacidade para umas cem pessoas, uma cozinha gigantesca e uma porta que dava para os fundos e ligava a casa a floresta. Os andares superiores se dividiam entre, a sala de jogos, os escritórios do Alfa e da Luna, o quartos para hóspedes, o andar da família do Beta e no último ficava a cobertura da família do Alfa. A casa era ricamente mobiliada, todos os móveis de madeira rustica e envernizada, para onde se olhava via-se imagens entalhadas que contavam a nossa história. Diante da casa um enorme espaço com uma fonte de pedra, onde um Lobo gigantesco uivava para a Lua cheia, parecia uma pequena clareira, mas ao invés de árvores, tinha cabanas charmosas ao redor. Caio e eu subimos as escadas e paramos diante da porta do escritório do meu pai, bati antes de entrar. O comodo era enorme, arejado e bem iluminado. Todos os móveis de couro e mogno, meu pai estava sentado atrás de sua mesa, mãos apoiadas no tampo e rosto impassivel, seus olhos no mesmo tom de azul dos meus, me estudaram. - Atrasado. - Desculpe, estava na área de treinamento. - Sente-se. - Se voltou para seu Beta Rodrigo, pai de Caio. - Quais notícias temos do Alfa Juan? Rodrigo apoiou os braços nas coxas e curvou o corpo para frente. - Nada boas, parece que os renegados estão atacando de novo. Mesmo modo operandis, eles sequestram as lobas e as matam. Não pedem resgate, nenhum histórico de tráfico ou qualquer outra coisa. Os desgraçados estão varrendo todas as alcateias aqui do Norte, como se estivessem procurando por alguma coisa. Meu pai bufou. - Acho que vocês dão muita importância a esses renegados, são selvagens, não pensam, apenas agem por instinto. - Pai, acho que você não dá a importância que deveria. De acordo com o relato de Rodrigo, não parecem ataques aleatórios. Por que somente as fêmeas? E por que matá-las? Tem algo mais que não estamos vendo, e precisamos agir antes que eles venham até nós. Caio e Rodrigo concordaram com um aceno, meu pai ao contrário continuou incrédulo, preso em suas crenças sem sentido. - O que propõe? - A alcateia Lua Vermelha, está usando uma nova tecnologia de drones, ajudam no patrulhamento das fronteiras, não substitui os guerreiros, mas permite cobrir mais território. - Não quero essas bobagens humanas na minha matilha! - Não são bobagens, pai. Temos que evoluir. - Sobrevivemos muito bem sem isso. - Me joguei no sofá, encostando a cabeça no encosto e fechando os olhos, cansado demais para tentar abrir a mente dele. - Vamos aumentar o patrulhamento, diminuir o tempo entre as patrulhas. É o suficiente por enquanto, não sofremos nenhum ataque. Suspirei irritado. - Ainda. - O som de sua mão espalmando a mesa me fez abrir os olhos, meu pai tinha esses excessos vez ou outra, principalmente quando se sentia contrariado. - Que seja, Caio, envie uma mensagem ao líder da patrulha com as instruções. Meu Beta acentiu, seu olhar sério, ele concordava comigo. - Ok, agora vamos falar sobre a cerimônia da Luna. - O ar no escritório mudou, ficou tenso, o comodo parecia sombrio e pequeno. - Alma está preparando Lana e ela está se saindo muito bem. Quero que a cerimônia aconteça daqui a dois meses, e logo em seguida, passarei meu título a você. Senti cada músculo do meu corpo enrijecer, Tyron que estava me ignorando, rosnou enfurecido, arranhando meu peito como se quisesse rasgar e sair. Eu podia sentir o controle se esvaindo de mim, com certeza todos no escritório sentiam também. - Pai, entendo a importancia de ter uma Luna, mas, acho que podiamos esperar mais alguns anos. Por que o fato de eu não ter encontrado minha companheira, o impede de me passar o título de Alfa? Sabe, que isso é perigoso e... Ele não me deixou terminar, se ergueu de um rompante, as mãos em punhos apertados ao ponto de seus nós dos dedos ficarem brancos como ossos. Seu lobo, Kratos, enviando ondas de aura Alfa pela sala, se sentindo desafiado. E Alfas, não gostam de ser desafiados!
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