Horas e Horas

1070 Words
Mano do céu ele não dorme no ponto! Eu estava no meu modus elfo doméstico! Como uma louca me levantei correndo até o meu quarto trocando de roupa rapidamente com medo que a ligação caísse. Soltei meu cabelo jogando a cabeça para cima e para baixo na tentativa de deixar as ondas menos bagunçada. Me joguei na cama ficando na minha melhor pose e só então atendi nos 45 do segundo tempo. — Hello! — Disse dando aquele sorriso, aquele sorriso que toda fã conhece e se derrete. — Hello baby! — Se não estivesse deitada já teria caído. — Já comprou uma galinha para a pandemia? — Ambos rimos. — Não, ainda tem ovos nos mercados, o que estava em falta era papel higiênico. — Papel higiênico? — Repetiu incrédulo. — Não vou saber te dizer o porque, mas estava. O povo enlouqueceu tava enchendo os carrinhos com rolos e rolos de papel higiênico! — Não faz o menor sentido. — Ambos rimos. — Conseguiu pegar sua parte? — Não, estou usando toalhas no lugar. — Sério? — Claro que não! — Ri não acreditando que ele não captou a ironia no ar. — Isso foi no começo da pandemia, as pessoas já se tocaram um pouco. — Que haja papel. — Que haja papel. — Repeti com ambos rindo. — Tem alguma bebida com você? — Hmm, deixa eu ver. Me levantei mantendo o celular de frente para mim enquanto caminhava até a cozinha. Ao abrir a geladeira a única bebida que eu tinha além da água era... Toddynho. Com um riso nasal peguei um fechando a geladeira. — Tenho essa aqui. — Mostrei a caixinha para ele que riu tanto quanto eu. — Tem uma criança morando com você? — Tem a que vos fala! Adoro essas coisinhas. — Apoiei o celular no balcão para conseguir furar a caixinha com o canudo logo pegando ambos. Levei o canudo a boca sugando um pouco daquele néctar dos deuses! — Hmm delícia. — Delícia... — Repetiu com uma pitada de maldade em sua voz. — Vou procurar algo aqui, espera. Eu sentia perfeitamente o calor que habitava as minhas bochechas com o seu comentário anterior. Tobias fez o mesmo que Eu abrindo a geladeira, mas pegando uma latinha de energético. — Não achei Toddynho. — Riu dando de ombros e abrindo a lata. — Um brinde a... Ao que vamos brindar Beca? — Vamos brindar? — Franzi o cenho sugando um pouco mais. — Hmm... Vamos brindar pelo i********: ter te colocado no meu caminho e eu no seu. — É um bom brinde. Valeu Mark Zuckerberg! Rindo mais vermelha que porquinho a pururuca estiquei minha caixinha batendo de leve na câmera da mesma forma que ele fez com a lata. — Tiers! — Dissemos juntos. — Então, o que está achando desse encontro? — Encontro? — A distância com Toddynho e energético. — Encontro? — Repeti em puro choque. — Usei uma palavra r**m? — Não! Não! Não, não... Não... — Rebeca ta parecendo uma louca de novo! — Quer dizer, só estou... Surpresa. — Desculpe. — Ele riu do meu claro desespero. — Como foi o seu dia? — Bom. — Tomando mais um pouco me sentei no sofá. — Tive duas reuniões, consegui uma nova conta. Acho que foi ótimo na verdade. E o seu? — Eu comprei uma galinha. — Ambos rimos. — Deve ser uma ótima arquiteta para conseguir trabalho agora. — Eu tento. — Dei de ombros sorrindo com o canudo entre os dentes. — Eu assisto as lives que você faz as vezes. Pelo menos te da mais tempo para interagir com seus fãs. — Tinha que ter algo bom nesse mar de lamúrias. Senti falta de interagir. — Já aprendeu a mexer no insta ou ainda posta fotos com a pessoa marcada na sua virilha? — Quase cuspi o Toddynho tentando não rir. — Isso eu já aprendi. — Tobias riu limpando do queixo o que havia cuspido sem querer. — As pessoas lembram disso ainda? — É uma pérola da internet! — Ri me deitando de bruços no sofá. — Droga. — Ele acompanhou meu riso coçando a nuca. — Então... Como está o clima? Desculpa estou realmente procurando assunto. — Aqui está quente como o inferno! — Aqui está até que meio frio. — Não quer trocar de lugar comigo? Meu ar-condicionado m*l está dando conta! — Se você que nasceu aí não está aguentando acha mesmo que eu vou aguentar? Ao menos não sozinho. — Ambos rimos já que ele tinha mesmo razão. Conversamos por horas sobre tudo, música, filme até arte entrou no meio. Só me dei conta que 3 horas haviam se passado quando meu celular avisou 10% de bateria. — Nossa... Conversamos tanto. — Eu já estava na cozinha procurando algo na geladeira para o meu jantar. — m*l vi o tempo passar, você é tão divertida. — Ele soltou um adorável riso nasal que me fez olhar para a tela e sorrir. — Aqui são quase 1a.m. — Meu Deus! Monopolizei sua noite. — Peguei os nuggets da geladeira. — Acha isso r**m? — Não sei. — Dei de ombros. — Me diz você. — Nenhum pouco. — Na tela pude vê-lo sorrindo me fazendo corar novamente. — Então nenhum pouco. — Apoiei novamente meu celular no balcão abrindo a caixa. — Preciso preparar meu jantar agora. Os mendigos que habitam meu estômago já estão reclamando. — Mendigos?! — Riu. — Também vou preparar algo para comer, acho que também tenho alguns dentro de mim. Nos falamos depois. — Tchau Tchau. — Acenei para a tela junto a uma frigideira. — Bye darling. Deus abençoe os ingleses! Ainda bem que ele encerrou a chamada antes que eu pudesse surtar absurdamente. Literalmente coloquei as mãos no joelho balançando a raba de tanta empolgação. — Mano do céu... Ta acontecendo TEMOS UM 2319! — Disse colocando os nuggets na frigideira. Tentando manter a calma novamente comecei a preparar um jantar descente picando e refolgando folhas de couve e preparando um suco de goiaba para acompanhar o meu jantar. Da cozinha eu conseguia enxergar bem a TV então voltei a assistir meu filme colocando meu celular para carregar próximo a mim enquanto eu almoçava. Lavei tudo que sujei para não dar preguiça depois e como uma sobremesa cortei mamão em cubinho indo ao sofá terminar o filme.
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