Simon não procurava por Noah. Não mais. Ele havia aprendido, com o tempo e com Romeu, que algumas dores não se curam com respostas. Que o silêncio, por mais c***l que pareça, às vezes é o único abrigo possível. Mas mesmo assim, o nome dele continuava vivo. Não como ferida — mas como cicatriz. Foi numa manhã comum, enquanto tomava café e lia as manchetes no tablet, que a notícia apareceu. “Grupo Benson fecha parceria internacional e expande atuação no setor jurídico.” Simon quase derrubou a xícara. O artigo trazia uma foto de Noah, agora mais maduro, com o mesmo olhar firme que Simon conhecia tão bem. Ao lado dele, Noely. Sorridente, elegante, com a mão pousada no braço do marido como quem marca território. Simon ficou em silêncio por longos minutos. O café esfriou. O mundo pareceu de

