UM MÊS DEPOIS
— Fica paradinho que eu já vou tirar a foto! — disse para Joongi que estava com Steve no colo esperando Baekhyun pegar a câmera do celular para eternizar aquele momento tão fofo.
Baekhyun já estava no seu quinto mês de gestação, e ao contrário daquelas barrigas enormes que eu sempre vi nos filmes, a sua barriga estava consideravelmente pequena. Eu sei que ela iria crescer com o passar das semanas, mas eu queria que ela já fosse enorme e eu pudesse dar isso como desculpa para ficar beijando ali o tempo inteiro.
O tratamento de Joongi não está tão intensivo e os médicos acreditam que ele tem chance de estar completamente curado por ser uma criança nova e as células cancerígenas que aparecem estarem sendo destruídas com o tratamento e até mesmo seus anticorpos se fortalecendo.
Mas uma chance realmente maravilhosa surgiu em nossa vida. Heechul disse que o cordão umbilical do bebê carrega muitas células tronco, que isso seria essencial para que o tratamento de Joongi desse definitivamente certo, mas para que isso aconteça, o bebê tem que ser completamente compatível com Joongi, e isso só acontece quando são filhos dos mesmos pais.
Ainda não entendi como o Heechul não se tocou que o filho não é dele... Melhor por que o Baekhyun não contou?
Saí dos meus devaneios quando Steve pulou no meu colo latindo e arranhando meu peito, o que fez Joongi rir. Meu bebê estava tão fofinho, ele já tinha até cabelos. Eram fios fracos, viviam caindo, m*l dava para pentear, mas ele tinha.
— Chanyeol, tá vivendo em que mundo? — Baekhyun me olhou sério com as mãos na cintura e eu apenas revirei os olhos.
— Da tchau pro Steve, filho, eu já vou indo.
— Aboji, fica mais um pouco. — Joongi fez bico pegando o cachorro do meu colo e acariciando as orelhinhas do bicho.
— Já está bem tarde, filho. Eu tenho que trabalhar amanhã, mas se seu Appa quiser, você pode ir lá em casa amanhã, o Baek tem a chave, ai você pode ficar com o Steve. — dei um beijo na cabeça do meu pequeno e peguei o cachorro — Boa noite, bebê, te amo.
Joongi pegou o controle da TV e mudou seu foco do cachorro para um desenho infantil que ele gostava, vou dizer... Até eu gosto.
— Chanyeol, por que você continua assim? Eu achei que... As coisas tinham ficado resolvidas entre nós. — falou baixinho e olhando para os seus dedos.
— Ah, não sei Baek, por que você não diz que esse filho é meu? Acho que isso melhoraria bastante nossa situação.
— Não deu ainda, Chan, mas eu vou contar. Olha, eu não estou me opondo a isso, eu fui no cartório com você para refazer a certidão dele, você foi nas consultas do pré-natal comigo e eu vou no fórum resolver a guarda com você. As coisas tem estado complicadas nos últimos tempos.
— Tudo bem, Baekhyun, mas você mesmo disse que as coisas não são como há seis anos atrás. Eu já me acostumei com o fato de amar você e não ter você. — dito isso entrei no elevador e fui embora do prédio.
Cheguei em casa poucos minutos depois, não tinha nada de bom naquele apartamento, então apenas me joguei na cama depois de tirar a roupa e torci para que o sono viesse logo.
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— Como estão as coisas com Baekhyun? — Jongin questionou durante o almoço.
— Eu não sei, cara. Não sei mesmo. Eu sei que eu tenho dois filhos que eu já amo muito e pra mim isso é suficiente.
— Que barra isso tudo.
— Eu vou suportar, quem sabe até um dia eu me case né. — ri sem graça e levantei da mesa — Vou pagar a conta e voltar para o escritório, tem muita coisa para fazer.
{•••}
Cheguei em casa passava das dez da noite, eu estava exausto, mas estranhei quando Steve não veio correndo para meus pés. Tranquei o apartamento e larguei as chaves sobre a mesinha ao lado da porta.
No meio da sala Joongi dormia numa caminha improvisada de cobertores e almofadinhas, a tv estava ligada em um volume baixo, o que quer dizer que outra pessoa já havia vindo cuidar dele enquanto dormia. Steve estava de baixo das cobertas dormindo com Joongi. O cachorro apenas abriu os olhos e ficou me olhando sem fazer movimento algum.
Larguei a pasta sobre o sofá e segui para meu quarto enquanto abri alguns botões da blusa social.
Baekhyun estava sentado em minha cama vestindo apenas uma blusa social minha.
— O que está fazendo, Baekhyun?
— Minhas roupas estão ficando apertadas em mim, então eu vim pegar uma blusa sua, mas a calça jeans também estava apertada, então eu tirei.
— Amanhã vamos no shopping e compramos roupas mais largas para você então. Vai dormir aqui também? — tirei minha roupa e fui para o banheiro que tinha no quarto, liguei o chuveiro e coloquei direto minha cabeça em baixo d'água.
— Você se importa se eu dormir aqui? — ele perguntou baixinho, quase não consegui o ouvir pelo barulho do chuveiro.
Não era nem questão de me importar. Era que eu estava tentando de verdade ser apenas um ex-namorado, apenas ter dois filhos com ele, mas Baekhyun não tem cara de que pretende cooperar, mas também não tem jeito de que pretende passar o resto da vida comigo.
Desliguei o chuveiro e me enrolei em uma toalha, secando o dorso e os cabelos com outra.
— Não, claro que não. Dorme na minha cama, se quiser tem mais travesseiros no armário, você pode se acomodar como aqueles grávidos de filmes, eu durmo na sala. — dito isso eu vesti uma cueca e fui para cozinha comer alguma coisa.
Baekhyun havia feito até mesmo um jantar, mas eu não queria comer algo muito pesado, apenas belisquei a comida e depois fiz um sanduíche.
Poucos minutos depois Baekhyun apareceu na cozinha, ainda vestido minha camisa, mas dessa vez uma calça e um casaco também. Ele passou a mão no rosto, secando as lágrimas que não estavam mais ali, e foi em minha direção.
— Eu estou indo para casa, vou chamar um táxi, leva o Joongi amanhã de manhã? Não quero acordá-lo. — Baekhyun sussurrou e mordeu os lábios — Tá, então... Tchau. — ele completou, provavelmente por eu ter demorado milênios para responder.
— Mas por que você vai embora? — perguntei com a boca cheia, fazendo de tudo para mastigar rapidinho e ter uma conversa decente.
— Eu não quero atrapalhar sua vida, não vou vir na sua casa sem sua permissão e ainda fazer você dormir no sofá.
— Mas eu não me importo de dormir no sofá, pode ficar com a cama, eu tô fazendo isso pelo bebê, ela vai ficar super confortável na cama, vai lá. — incentivei e Baekhyun começou a chorar, chorar de verdade como se eu tivesse cometido um crime.
Larguei meu sanduíche – o que restou dele – no prato sobre a mesa e abracei Baekhyun.
— Não quero dormir na sua cama... — ele disse chorando e dando socos fracos em meu peito.
— Ah, mas agora você vai, eu não vou deixar você sair na rua assim. — peguei Baekhyun no colo e passei a carregar até meu quarto quanto o mesmo ainda chorava, fechei a porta para que não acordassemos Joongi e coloquei Baekhyun na cama — Deita aqui bonitinho que vou te por para dormir.
Tirei a roupa de Baekhyun deixando ele novamente apenas com a blusa, o ajudei a deitar bem no meio da cama e peguei mais travesseiros, colocando em suas costas, entre as pernas e na barriga.
— Chanyeol, tá muito bom dormir assim, mas não é o que eu quero. — disse fungando — Deita aqui comigo.
— Melhor não Baekhyun, isso...-
— Por favor, Chan. Me dá só um beijinho e depois eu deixo você ir embora.
— Eu vou dormir com você, mas sem beijo.
Dito isso, coloquei de volta o travesseiro entre as pernas do Byun e tirei os que estavam em suas costas, me deitando ali, abracei sua cintura e fiquei acariciando a sua barriga.
Baekhyun mordeu os lábios respirando pesadamente e segurou o travesseiro com força, empurrou seu quadril em minha direção e suspirou.
— Baekhyun, não faz isso... — pedi suplicante.
— Por favor, Channie... Eu sinto meu corpo inteirinho ferver só de pensar em você. — continuou jogando seu quadril para trás e suspirando.
— Que d***a, Baekhyun. Você sabe que é gostoso e que eu fico duro quando fala assim. — levantei a blusa social que ele vestia, e ele já estava sem cueca, facilitando tudo.
Coloquei um dedo entre as nádegas de Baekhyun, ali estava tão quente, que senti meu m****o fisgar de pensar em como estaria dentro dele. Baekhyun contraia sua entrada e rebolava só com os carinhos que eu fazia ali.
— Não precisa me preparar, eu ahn... Você pode só colocar... — falou baixinho e eu peguei o lubrificante ao lado da cama, espalhei em meu m****o e um pouco em sua entrada.
— Depois que você ganhar o bebê tudo isso vai passar não vai? Essa vontade de t*****r, os choros, as birras e algumas inseguranças, não é?
— Acho que sim, Chan, põe...
— Eu tenho medo. — sussurrei enquanto afastava a blusa e beijava seu ombro — Tenho muito medo.
— Não precisa, a gente se ama...
Abracei Baekhyun e o penetrei, estocando lentamente e me agraciando de seus gemidos baixinhos.
Baekhyun empurrava o quadril em minha direção e apertava o travesseiro com um prazer evidente.
Ficamos alguns minutos imersos naquele prazer, em gemidos baixos e juros sussurradas. Até que tivéssemos chegado ao nosso limite, ficando apenas abraçados aproveitando as sensações do o*****o.
Eu só não queria que isso acabasse na manhã seguinte, mas parecia ser a minha vez de ter o coração partido e por isso nada seguia como eu achava adequado.