A primeira caçada

2511 Words
Seguindo o GPS eles foram guiados para a frente de um grande prédio cinza, com poucas janelas e escrito bem grande em dourado "NYPD”, pois nas delegacias é mais fácil de conseguir informações no início de uma caso. Eles entraram no local e logo foram atendidos pela recepcionista, uma mulher morena, cabelos na altura dos ombros, um belo óculos de grau com armação preta e detalhes em dourado, vestindo um vestido vermelho e um crachá escrito Rita. -Olá, como posso ajudar? -Eu trabalho para o governo, fui enviado para ver dos assassinatos que vem ocorrendo. Josef falou enquanto mostrava um distintivo falso muito bem feito, que todos os agentes recebem. -Claro, por favor venha comigo senhor. -Pode me chamar de Josef, fora esses assassinatos têm ocorrido muitos crimes? -A ok Josef, tem havido sim, mas isso é normal, cidade grande é comum. -Tem razão, eu não devia nem ta perguntando isso, são hábitos antigos. Nesse momento eles chegaram ao necrotério da delegacia, ao abrir a porta eles se depararam com uma sala azul com detalhes na cor branca, mais especificamente uma listra branca bem no meio da parede, chão de lajotas pretas e diversas gaveta para os corpos nas paredes, lá dentro o legista estava virado de costas para a porta, enquanto mexia em um corpo, era um rapaz que tem por volta de seus 25 anos, barba rala, cabelo loiro e pele pálida, veste calça jeans, camisa preta e um belo jaleco branco escrito Alex. -Rita já falei para não ficar trazendo estranhos aqui! -Ele grita para a jovem -D-desculpa ele é do governo e chegou perguntando sobre os assassinatos. Ao ver que o legista tinha intimidado a Rita, Josef mostra o distintivo. -Senhor, eu peço que respeite a dama antes que eu mande te demitir por falta de profissionalismo, me mostre logo os corpos, não pretendo ficar muito tempo no mesmo lugar que alguém como você. -Ok vou mostrar até porque quanto mais rápido você sair daqui mais rápido eu volto ao trabalho e as coisas por aqui voltam ao normal. -Obrigado, mas não precisa me proteger. Nesse momento o Legista foi até as gavetas e puxou alguns dos corpos, todos apresentando os sintomas que a comandante falou, longo corte na garganta na horizontal e órgãos parcialmente comidos, olhando os corpos Josef lembrou um pouco de seu treinamento, tendo em mente diversas criaturas já, mas torcendo para que fosse um aberrante, pois ele queria muito m***r mais um daqueles depois do que foi feito a esposa dele.. Após analisar os corpos, Josef voltou até a recepcionista. -Poderia me levar até os pertences das vítimas por favor. -A claro. Ela o levou até uma pequena sala azul escura, com diversos armários de metal, Rita guiou Josef até o segundo grande armário, à direita da porta de entrada, olhando os pertences logo notou que eram pessoas completamente diferentes. John smith: vinte e sete anos Erica jones: vinte anos Robert willians: vinte e um anos… Após olhar todos os documentos ele também notou que as vítimas tinham entre vinte e vinte e sete anos, Anotou tudo que havia descoberto em um caderno com capa de couro, suas páginas não possuíam linhas, se despediu de Rita e voltou para o carro junto com Luna. Na estrada para o hotel começou a chover ficando difícil de enxergar, mas de relance notou algo estranho ocorrendo em um beco, parecia um homem batendo em uma mulher, rapidamente Josef parou o carro em uma freada brusca que cantou pneu, interrompendo o trânsito, o que também causou uma série de buzinas, junto a Luna os dois saíram correndo para ver o que está acontecendo, chegando ao local onde estava havendo a agressão, a mulher já estava morta, com um longo corte na garganta e a criatura Havia começado a abrir a barriga da vítima, mas já não estava mais no local agora, olhando ao redor ele notou que tinham um pouco de sangue sobre o chão feito de tijolos laranja que no momento refletem o céu, as latas de lixo, o corpo e josef juntou a Luna. O sangue levava para um bueiro aberto no final do beco, Josef então resolveu pular para dentro, pois não era alto e precisava ser rápido, quando já estava lá embaixo, o gente pegou sua c****a no ar, já que tinha pulado para dentro também. Após algum tempo seguindo os rastros de sangue ele notou que seu corpo estava começando a esfriar pois tinha pego chuva mas não podia voltar agora, ele e Luna caminharam naquele túnel de esgoto por bastante tempo seguindo rastros, mas quando ele estavam saindo do esgoto por outro bueiro foram surpreendidos por um grupo de policiais os esperando já com armas apontadas em sua direção. -Parado, você esta preso por assassinato, e tudo o que disser pode e será usado contra você. "d***a, isso foi uma armadilha, não acredito que eu vou ser preso por fazer meu trabalho" Josef pensava enquanto observava os diversos policiais e mantinha suas mãos levantadas. No carro da polícia Josef não falou nada pois sabia que não o ouviriam naquele momento. Após chegar na delegacia forá conduzido a sala de interrogatório, uma sala pequena com uma mesa e três cadeiras de ferro, Josef algemado a mesa, um policial baixinho e gordinho entrou na sala. -Oi meu nome é Robson, sei que é meio complicada essa situação toda, então eu vou fazer o interrogatório antes que outro policial tome essa liberdade e seja m*****o com o senhor, eu levantei sua ficha e sei que você não é uma pessoa má, você é policial, não possui nem se quer uma multa. -Obrigado, agradeço pela sua preocupação. -Não precisa agradecer, apenas responder as perguntas e vamos te liberar o quanto antes. -Não vejo problema algum nisso, na verdade o quanto antes eu sair melhor, então o que quer saber? -Senhor Josef você esta sendo acusado de assassinato e por perseguir nosso legista quando ele viu você matando uma mulher. Eu gostaria de saber se você tem um álibi para as últimas três semanas. -Estava treinando com a comandante do meu esquadrão. -Ok e o que você estava fazendo naquele esgoto? -Eu vi um homem batendo em uma mulher então rapidamente parei o carro, eu e Luna fomos até lá mas quando chegamos ele já tinha fugido pelo bueiro e não conseguiu terminar seu trabalho, deixando a mulher com seus órgãos à mostra e o pescoço cortado, seguindo os rastros deixados por ele chegamos naquele local onde fui preso. -Entendo, o senhor é um suspeito e possivelmente vai ser chamado mais vezes para interrogatório, mas vai ser liberado assim que checarmos seu álibi. -Ok, não tenho como sai daqui agora mesmo. Algum tempo se passou, Josef já estava ficando inquieto na cadeira, olhava em volta constantemente, quando a porta se abriu e por ela voltou o policial. -É parece que você falou a verdade. Ele fala enquanto soltou as algemas dos pulsos de Josef, quando o agente e sua companheira foram liberados já era de noite, poucos lugares para comer ainda estavam abertos e ele ainda tinha que achar um hotel se não quiser dormir no carro naquela noite fria, andando pela cidade Josef encontrou um hotel, parecia meio caro a estadia, mas a organização ia pagar as despesas, ele então estaciona seu carro e adentrou o local junto a Luna, a recepção do local era impecavelmente limpa, sendo um grande corredor, chão claro, paredes tapadas por um papel de parede vermelho com flor de liz douradas e bancos feitos em mármore, na recepção um homem de meia idade, vestindo uma camisa branca com um colete vermelho, calças preta e um sapato preto. -Boa noite, como posso ajudar? -Boa noite, gostaria de um quarto, esse hotel aceita cachorros? -Aceitamos sim, desde que o senhor possa pagar pelos estragos feitos pelo animal. -Certo, um quarto de solteiro. -Ok, quarto 403, no quarto andar. Ele falou enquanto estendeu um cartão para Josef, que subiu para seu quarto, ao entrar no quarto o agente se deparou com um belo chão de madeira, grandes janelas com acesso a uma varanda, cortinas vermelhas e uma cama estendida impecavelmente com lençóis azuis. Ele pediu um xis pela tele entrega, após comer, o mesmo anotou seu dia e suas suspeitas em seu diário, o mesmo caderno de couro de antes. "Hoje cheguei em Nova York e comecei minha investigação pela delegacia, depois de pegar todas as pistas possíveis na delegacia estava indo achar um hotel quando vi um homem matando uma mulher… Por fim isso ainda serviu para eu ter minhas suspeitas sobre o legista, pois ele era quem estava matando a mulher, eu só não tenho a confirmação ainda, mas com um pouco mais de investigação vou pode afirmar com certeza e m***r ele, pelo visto não era um aberrante e sim um metamorfo." Ao terminar de escrever Josef pegou seus diários antigos e começou a olhar em busca de respostas, ou uma confirmação de suas suspeitas, após muita pesquisa o agente notou o sol começando a bater em sua cama, ele virou a noite toda pesquisando e não achou nada que já não soubesse, mas serviu para ele ter um pouco mais de certeza sobre o legista. Durante a noite ele pesquisou sobre as vítimas, todos eram parentes de policiais ou eram policiais. Josef saiu do hotel junto de Luna para tomar café, chegando a uma padaria simples, diversas mesas de madeira escura, paredes azuladas e uma estufa para manter as comidas aquecidas, durante o café ele nota dois homens que ficavam encarando ele, ambos altos e fortes, um usava uma jaqueta de couro, jeans justos, barba grande e cabelo raspado, enquanto o outro vestia um belo terno preto com colete e camisa social bordo, após tomar seu café Josef foi até a mesa dos dois desconhecidos e se sentou, enquanto segurava Luna pela coleira para que não avançasse nos homens. -Tavam me encarando por que? Nesse momento os dois se entreolharam e o que parecia uma motoqueiro fala com voz de soberba e um sorriso no rosto -Não te devemos satisfação. -Você tem certeza? Não gosto de pessoas me encarando e nem ela gosta. Josef falou olhando para luna, enquanto pega a xícara de café do homem de terno e bebe, -Sabe que nós somos dois, não acha melhor deixar a gente em paz, ou o senhor tá afim de morrer? No momento em que o barbudo falou isso o agente puxa sua magnum e pôs encostado nas costelas do mesmo, o outro que usava um terno preto nota o que estava prestes a acontecer e resolve finalmente falar algo. -Ok eu falo, não tô afim de morrer e nem deixar ele morrer, O senhor Alex mandou nós ficarmos de olho em você, afinal você pelo visto sabe o que nós somos, mas sabe, você não pode atirar em nós aqui na frente de todo mundo. -Bom, imagino que Alex seja o nome do legista, né? -Isso mesmo e a partir de agora não vamos falar mais nada, como disse antes o senhor não pode fazer nada pra nós aqui. Quando ele falou isso, Josef soltou Luna que pulou no pescoço do homem careca, logo em seguida ele se levantou e jogou a mesa em cima do de terno, o derrubando. -Quem disse que eu não podia fazer nada com vocês? Josef exclamou enquanto dava um tiro na testa do homem, que estava no chão, logo indo até o outro que a c****a segurava no pescoço e atirando dentro de sua boca, após fazer isso ele se ergueu calmamente e mostrou o distintivo. -Desculpa gente, eu sou policial e esses dois estavam me ameaçando, então eu fiz eles pararem. Ele falou enquanto guardava a arma, logo ligando para a polícia, após alguns minutos os policiais e o legista chegaram, quando o legista enxergou os corpos no chão, a feição dele mudou para espanto, e Josef deu um sorriso cínico para ele. Após o Alex analisar um pouco a situação em que se encontrava, correu para seu carro e saiu acelerando, logo em sequência Josef e Luna correram para o Mustang e saíram tão rápido quanto o metamorfo, quando Alex notou que estava sendo seguido por Josef começa a acelerar ainda mais, Josef fez o mesmo, começando uma perseguição, a perseguição se estendeu para fora da cidade, Josef agora sabendo que se um acidente ocorrer ninguém mais iria se machucar, encosta a arma no parabrisa e atirou fazendo com que não voltassem estilhaços contra ele, o tiro acertou a nuca de Alex o fazendo perder o controle e bater seu veículo contra uma árvore, após parar o carro, Josef foi até Alex, só de olhar o cadáver com seu cérebro espalhado no pára-brisa e no painel do carro, além do olho pendurado para fora da cabeça, josef sabia que o metamorfo havia morrido, o telefone do cadáver estava tocando, então o agente atendeu, na esperança de descobrir mais alguma pista do caso. -Eae já conseguiu se livrar dele? -Acho que ele não pode atender no momento, logo vocês vão pode se falar pessoalmente. Josef desligou o telefone, e guardou em seu bolso, pois ele pretendia rastrear a ligação mais tarde, neste momento o telefone do agente tocou. -Alô, quem fala? -Oi, sou eu Robson só ligando para avisar que conseguimos pegar o Alex matando nas câmeras de segurança, da loja do beco, você tá totalmente livre de suspeitas. -Ok, obrigado por avisar. -A e eu sei que é ele, meio que eu tive que o m***r, preciso que mande alguém pra buscar o corpo. -Ok, vamos mandar sim Josef desligou e passa mais alguns dias na cidade, após isso ele e Luna voltaram para a sede, onde ele foi direto a sala da comandante. -Que bom que você ficou bem, fiquei sabendo que você matou três cultistas, você sabe que não é assim que resolvemos as coisas. -Ela fala enquanto dava carinho na luna. -Eles meio que mereceram, um deles tentou me prender e depois mandou os outros dois, que eu matei porque eles me ameaçaram. -É eu sei que eles mereceram. Ela fala vindo até ele e dando um beijo em sua boca. -Meus parabéns, agora você é oficialmente um agente. -Obrigado, todo mundo que passa é recebido com um beijo? -Não, só você, mas agora vem a parte r**m você vai ter que ir para mais uma missão, mas essa é aqui perto. -Já sei quem é minha companheira. Ele comunicou acariciando a Luna. -Sim você tem razão sobre isso, o que eu preciso que você veja é sobre um hospital abandonado mais ao norte da cidade tem boatos de que quem entra não sai mais, às vezes também ouvem gritos vindo de lá. -Acho que não vai ser tão difícil. Ele exclamou se dirigindo para fora da sala. -Se cuida! -Você também! Ao sair da sala ele se dirigiu ao seu quarto, se arrumou, pegou mais munição para a arma, logo descendo para a garagem onde seu Mustang o esperava, novamente saindo da garagem cantando pneu.
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