Kadu Quase um mês já havia se passado desde que Belinda descobriu que tinha leucemia. Na noite em que ela me procurou, ela estava perdida, foi a primeira vez em que vi Belinda perder o seu chão. Parecia uma criança assustada quando bateu na minha porta. Ficamos vendo TV até ela pegar no sono e adormecer sobre meu ombro. Parecia um anjo caído do céu, um rosto de porcelana e as suas sardas só a deixava ainda mais bela e serena. Não quis acordá-la e ver seus olhos tristes mais uma vez. Peguei-a em meus braços e a levei para o meu quarto. Ela se mexeu, mas não acordou. Acho que depois de um dia exaustivo que teve, o cansaço acabou derrotando-a. Tirei suas sandálias, a cobri com o meu edredom, liguei o ar-condicionado e apaguei a luz antes de sair do quarto. Peguei meu computador e fui para

