6 anos depois...
Manu
Acordei com Rafael, Bê, Léo e a Rafa pulando em mim. Abri os olhos e dei um sorriso. Dei um beijo no Rafael, depois puxei meus três filhos e abracei eles.
- Finalmente, mamãe! - a Rafa exclamou rindo.
- Eu disse que ia dar certo papai. - Bê disse e fez toque com o Rafael.
- Mamãe, eu tentei te deixar dormir! - Léo explicou com um sorrisinho no rosto.
- Ah, então vocês quatro queriam me acordar, é? - disparei, fingindo estar séria, mas eles começaram a rir.
Seis anos se passaram! Meu Bê se tornou um príncipe! Já estava com 6 anos, e era a coisa mais linda, era identifico ao Rafael, mas tinha os meus olhos azuis. O Léo estava com 5 anos, nasceu um ano depois, tinha o meu cabelo e os meus olhos, de resto, era a cópia do pai. Dei sorte na Rafa, que estava com 4 anos, ela era minha cópia!
- Vamo lá pra baixo enquanto a mãe de vocês acorda. - RF chamou, me deu um beijo e os meninos pularam nele.
Suspirei. Eu tinha a família perfeita! Além dos meus filhos, era madrinha de mais três! Das crias da Ju e o MM, lógico! O Davi, que estava com 6 e era grudado com o Bê, o Felipe que tinha 5 anos, e a Mariana, tinha 4 anos. Todos meus grudes! Sem contar com os filhos dos meus outros amigos!
Tomei um banho, vesti um short jeans cintura alta, um cropped de alça branco, ajeitei minha corrente no pescoço, olhei pra minha aliança e sorri. Mais um dia! Desci pulando as escadas, e ouvi a Rafa dizendo "tá vendo papai? a mamãe pula comigo!" e sorri.
- Dinda! - ouvi aquelas vozes e sorri mais ainda. Davi, Felipe e Mariana pularam no meu colo.
- Solta a minha mãe! - Bê gritou, bravo.
- Vocês não me abraçaram assim! - Rafael reclamou.
- Desculpa, padrinho. - Davi disse, me soltou e correu pro Rafael.
- Ei! - a Rafa gritou. - Sai fora!
Meus filhos eram extremamente ciumentos. Ninguém podia nos abraçar. Quando o Bê fez 2 anos, qualquer pessoa, que não fosse ele ou o pai, e tentava me abraçar, ele empurrava. Sorri pra Júlia e pro Marcelo, depois abracei eles. As crianças foram brincar, me sentei no colo do RF, e sorri.
- Esse brilho nos olhos ai. - Ju implicou com um sorriso. - Tá feliz, porque?
- Ela tá com esse brilho ai desde que engravidou do Bê. - MM respondeu e eu sorri pra ele.
- Minha família é perfeita cara. - respondi e Rafael me apertou. - Meu marido é perfeito, meus filhos são lindos! Vocês estão sempre comigo, eu preciso de mais o que?
- Ô mana! - Ju sorriu e me abraçou.
- Chegamo hein! - Rangel gritou.
- Cadê meus bebês? - perguntei.
- Tô aqui tia! - a Maria gritou. Ela e Rodrigo correram pro meu colo.
- Isso ai, grudem na tia Manu, deixem a mamãe quieta! - Monica resmungou, se jogando no sofá e nós rimos.
- Eu tô cheiroso tia. - Rodrigo disse.
- Deixa eu ver! - puxei ele, e cheirei seu pescoço. O que fez ele rir. Depois abracei ele e a Maria.
- Cadê o Léo? - Maria perguntou procurando meu filho do meio.
- Lá no quarto do Bê. - RF respondeu e os dois subiram correndo.
- p***a! - Rangel disse sentando no sofá. - Os dois tem só 5 anos e tem essa energia toda!
- Relaxa! - MM disse. - Depois piora. - nós rimos.
- Tio RF, cadê você? - Cauê entrou gritando, e correu pra mim e pro Rafael.
- Tava com saudade de mim, né? - RF perguntou abraçando o Cauê. - Cadê teu irmão?
- Tô aqui. - Danilo entrou correndo e pulou em mim. - Oi, tia.
- Oi, meu amor. - e dei um beijo na testa dele.
- Cadê seu pai, Cauê? - Rangel perguntou, e Cauê se virou pra ele.
- Tá vindo com as meninas. - respondeu e se virou pra Ju. - Cadê o Felipe?
- Tá lá em cima. - Cauê e Danilo pularam, e correram escada a cima.
- Tá, Luiza, já entendi, cara. - Juan entrou com cara de bolado, colocou a Rebeca e a Bruna no chão, e se jogou no sofá.
- Oi, gente! - as duas gritaram e subiram correndo.
Claudinho entrou junto com a Letícia, Luiza e Valentina, então se jogou no sofá. Luiza estava de cara amarrada, de todas nós, era a única que não se adaptou tão bem com a maternidade. Ela e Juan tiveram três meninas: Rebeca e Bruna, que estavam com 3 anos, e a Valentina, que estava com 4.
Letícia riu, e se sentou no colo do Claudinho. Os dois tiveram dois meninos, o Cauê, que estava com 3 anos, e o Danilo, que estava com 2. Esses dois pequenos eram apaixonados com o Rafael.
- Eles são tão lindos! - Letícia disse rindo.
- Os meus filhos? São mesmo. - RF se gabou e nós dois rimos.
- Mas hein, RF. - Juan chamou com cara de s****o. - E essas marca no pescoço ai?
- Que que tem? - perguntou sem graça.
Eu e RF continuávamos a mesma coisa. Vivíamos nosso próprio romance, e ninguém atrapalhava. Parecia que estávamos presos ao primeiro mês do namoro, onde tudo eram flores, e tudo se resolvia na cama. Mas a questão de Juan levantou das marcas, foi sem querer.
- A Manu também tá com umas assim! - Monica apontou e fez cara de malícia.
- Como vocês continuam nessa paixão toda? - Claudinho perguntou levantando a sobrancelha.
- Ei! - exclamei e eles riram. - Eu só tenho 25, posso viver minha paixão de adolescência?
- Adolescência, Manuela? Cara de p*u! - Ju exclamou rindo.
- Cês falam isso por que querem o casamento desse jeito! - RF retrucou e fez cara de vitória.
- E o MM e a Júlia tão na mesma! - acusei e eles riram.
- Não vou negar. - MM disse e Ju abraçou ele.
- Ai, gente. - Letícia soltou e abraçou o Claudinho.
As crianças estavam gritando muito, mas como era normal, ninguém ligava. Mas, de repente a Luiza se levantou, e subiu. Fechei a cara pra ela, e fiquei olhando.
- Manu. - Juan chamou e eu olhei pra ele. - Tá insuportável, cara.
- Porque? - perguntei e todos olhamos pra ele.
- Ela não tem paciência com as meninas, po. - e ficou olhando pro nada.
- Mãe! - o Léo gritou. Levantei em um pulo.
- Manu. - MM me chamou, e parei na escada. - Calma.
Assenti e subi. Cheguei de fininho no quarto, e a Luiza estava segurando o Bê pelo braço. Bati com força na porta, ela se virou assustada e soltou o Bê. Empurrei ela, que ficou me olhando, e fui ver o braço do Bê.
- Tá bem, meu amor? - perguntei e ele assentiu.
- Eu sou forte mamãe. - disse e eu sorri.
- Isso ai, você é forte. - então me virei pra Luiza. - Vem.
Ela ficou quieta, passou na minha frente, sai do quarto, e agarrei o braço dela. Eu nunca bati nos meus filhos, não ia ser ela que ia bater! Parei na escada, e ela ficou me olhando.
- Você tá ficando louca? - falei alto.
- Manuela, eles tavam brincando de lutinha! - ela exclamou.
- f**a-se! Quem é você pra encostar no meu filho? - e ela engoliu em seco.
- Mas, Manu.. - interrompi ela.
- Quem é você Luiza? Você tá ficando louca? - gritei.
Ela foi descendo e eu fui junto. Chegamos na frente da sala, e vi nossos amigos. Fingi que não vi as expressões confusas deles, e continuei olhando pra Luiza. Senti meu sangue ferver, mas estava tentando me controlar.
- Manuela, me escuta. - ela disse alto.
- Escuta o c*****o! - falei mais alto que ela. - Quem é você pra encostar no meu filho? Fala, Luiza! Ou só tem coragem de bater nele? Bate em mim, p***a!
- Amor. - RF me chamou se levantando.
- Amor o c*****o, Rafael. - exclamei olhando pra ele. - Ela agarrou meu Bê pelo braço!
- Como é? - Juan perguntou e se virou pra ela.
- Eles estavam brincando de lutinha! - ela se justificou. - Eu não gosto!
- Mas eles sempre brincaram assim! - RF falou alto e MM foi pra perto dele.
- Se você não educa. - Luiza disse se virando pra mim. - Eu educo.
- Repete, Luiza. Acho que não ouvi. - meu coração acelerou.
Ela gelou ao ver a m***a que tinha falado. Por que ela mais que todos ali, sabia que os meus filhos eram os mais educados. E ninguém podia reclamar.
- Manu. - Luiza disse e me virei pra ela.
Lembrei da cena dela segurando meu filho, do bracinho dele vermelho, e ela dizendo que se eu não educava, ela educaria. Dei um t**a com força no rosto dela. Luiza bambeou, não caiu, então eu soquei o nariz dela, ela caiu, subi em cima dela, olhei pra escada pra ver se meus filhos estavam ali vendo, não estavam, então comecei a socar a cara dela com força. Senti várias mãos me segurando. Os meninos. Então ela levantou e me socou. Consegui me soltar, chutei ela de novo, subi em cima dela, e a soquei várias vezes. Senti me segurarem de novo. Rafael. Ele me puxou, segurou meu rosto, e olhou no fundo dos meus olhos. Então como que magicamente, eu me acalmei. Vi meus amigos me olhando, então me virei pra Luiza, que Juan estava ajudando a levantar.
- Sai da minha casa. - falei apontando pra porta.
- Manu, desculpa. - ela disse e veio pra perto, mas Ju entrou na frente e encarou ela.
- Sai daqui, Luiza! - falei firme.
Ela olhou pra mim, abaixou a cabeça e saiu, Juan ficou, só se jogou no sofá e ficou olhando pro chão. Respirei fundo, RF fez com que eu me sentasse, e ficou me olhando, aquilo me acalmou, como sempre.
- Manu, desculpa. - Juan disse.
- Juan, tá tudo bem! Meu problema é com ela. - ele continuou me olhando. - Isso não vai mudar meu amor por você ou pelas meninas.
- Bernardo. - RF gritou. Bê apareceu em 2 segundos.
- Oi papai. - disse se sentando no meu colo.
- Vem cá pro padrinho ver seu braço. - MM chamou, Bê se levantou e foi até o Marcelo.
- Não tá doendo padrinho. - e depois me olhou. - Eu tô bem, mamãe.
- Eu sei filho, você é forte. - falei e ele sorriu.
- Tá bem mesmo, amor? - Monica perguntou e o Bê correu até ela.
- Tô, olha meu músculo tia. - e mostrou os "músculos" pra Monica, que riu.
- Tá mais forte que eu cara! - Rangel disse rindo.
- Eu só não sou mais forte que o papai. - Bê disparou e subiu.
- É bem seu filho mesmo né, RF? - Juan falou rindo.
- Pelo menos agora ele voltou a me chamar de mãe. - comentei e eles me olharam. Ju e MM riram.
- Como assim? - Letícia perguntou intrigada.
- O i****a do RF. - comecei e ele riu. - Ensinou os três a me chamarem de Fera! - todos riram.
- Ah, mas o morro todo já te chama assim. - Ju disse ainda rindo.
- Mas aqui eu não sou a Fera, eu sou a Manuela, a Manu, a mamãe! - retruquei meio brava e a Júlia riu.
- Esqueceu de falar que é a minha vida. - RF disparou e eu sorri pra ele.
- Meloso! - Rangel e Claudinho gritaram e todos nós rimos.