112. Bárbara

1318 Words

Acordei com dois pesos diferentes em cima de mim: um pequeno (João), e um grande (Murilo, que dormiu a noite inteira agarrado no meu quadril). Os dois respirando igual: ronco leve + barulho de nariz entupido. Uma sinfonia. Murilo tentou levantar antes de mim, erro número um do pós-operatório. — Aí, caralho... — ele praguejou baixinho, segurando a lateral do rosto. — Opa, opa... onde pensa que vai? — falei, puxando ele de volta pelo ombro. — Deita. O medico não liberou teu teatro matinal. Ele revirou o olho, o único olho que conseguia abrir direito. João abriu os olhinhos sonolentos. — Papai, você tá parecendo um bolo, todo embrulhado... Murilo suspirou, derrotado. — Obrigado, filhote. Levantei devagar, ajeitando os dois. — Fica aí. Vou fazer café. — Eu vou também. Dá pra levanta

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