Acordei e vi Christian ao meu lado, um sono profundo, me atrevi a passar a mão sobre o rosto dele, sorri e ele se mexeu me fazendo tira lá dele.
Levantei e comecei a minha higiene matinal, estava distraída ouvindo I Will Always Love You, quando viro e me assusto com Christian me olhando .
- Que susto. Será que você sempre chega assim de surpresa?
- Desculpa, pensei que já estava acostumada com minhas chegadas.
- Ainda não, faça algum barulho por favor. - ele começou a despir na minha frente, tentava não olhar, mais era impossível Christian era deliciosamente gostoso, como se fosse uma banana Split com cobertura de baunilha ,com chantilly e uma cereja no topo. Ele entrou no box e me encarou, morde o lábio e ele me olhou como se eu fosse um frango de padaria e ele o cachorro que namorava aquele frango todos os domingos.
- Não quer vim Ana? - ele estendeu a mão para mim, balancei a cabeça dizendo não, mais o meu corpo dizia sim, peguei em sua mão e entrei no box.- como eu queria que tudo voltasse ao normal.
- Idem.- ele se aproximou de mim e me deu um beijo calmo, senti um formigamento no meio de minhas pernas, com muita reluta consegui me separar dele. - Christian eu não posso, me desculpa.
- Tudo bem. - sai dali e fui para o quarto, me sentia sufocada ali sozinha com ele, Christian me intimidava, me enchia de certezas e incertezas, eu o queria e não o queria, metade de mim o queria como una loba faminta e louca por um pedaço de carne. Eu precisava ir para casa da minha mãe, precisava respirar longe de Christian, mais isso seria impossível.
- Ana se prepara por que vamos para a Geórgia. - ele surgiu das cinzas como sempre, me fazendo dar um pulo.
- Nós? Pensei que esse assunto estava encerrado.
- Nós baby, se arruma, porque saímos em meia hora.
Lancei um olhar matador para ele, Christian não tinha esse direito de tomar decisões por mim.
Em meia hora estávamos prontos para viajar, Ted não parava de falar sobre o que faria na Geórgia, Christian estava ao telefone e pelo seu tom de voz o assunto era sério.
- Não quero saber, quero essa editora processada. Isso é uma calúnia e das grandes e a respeito desse filho da mãe, eu mesmo dou um jeito.
Depois de cinco minutos ele retornava a nós com um.sorriso.
- Vamos?
- Tenho outra escolha? - ele inclinou a cabeça e sussurrou não.
Algumas horas de viagem pareciam eternas, não via a hora de chegar a casa da minha mãe. O carro estacionou e estranhei o lugar, onde estávamos?
- Chegamos Ana. - ele desceu do carro, dando a volta e abrindo para mim, me deu a mão pelo qual eu segurei e sai do mesmo.
- Pensei que iríamos ficar na casa da minha mãe.
- Pensou errado.
- Christian, eu quero ficar com minha mãe.
- Ana nos vamos ficar aqui na nossa casa.
- Nossa casa? - ele afirmou,não podia acreditar que ele comprou uma casa na Savannah. - Porque comprou essa casa?
- Porque quando você der um surto e quiser vim pra cá, você terá sua própria casa.
- Porque fez isso, porque gastou seu dinheiro com isso.?
- Porque posso. - ele deu um sorriso de canto e me guiou até a casa. Christian sempre tentando contornar as situações com um" por que posso" .