Capítulo 21: *(Ponto de Vista de Azael)* O silêncio do meu gabinete privado costumava ser o meu santuário Por três eras, eu governo as sombras de Obsidian sem que nenhuma alma ousasse perturbar a cadência fria dos meus pensamentos. Mas hoje, o silêncio parecia uma zombaria. Ela estava ali. De onde eu fingia analisar os relatórios de fronteira de Balthazar, eu podia ouvir cada movimento milimétrico de Elena. O farfalhar suave do lençol de seda quando ela se ajeitou na imensa cama de dossel. O ritmo calmo — mas ainda ligeiramente apressado — de sua respiração mortal. Cada lufada de ar que saía de seus pulmões parecia carregar o aroma de jasmim e tempestade que ela trouxe do deserto, impregnando o meu espaço, desarmando as minhas defesas sem disparar uma única runa. Eu mantinha meus

