(Ponto de Vista de Elena)* Quando as portas pesadas se fecharam atrás de Azael, o silêncio que se instalou no quarto real não me encolheu. Pelo contrário. Olhei para o lençol de seda rasgado, para as marcas escuras que os dedos dele deixaram nos meus quadris e para o sutil brilho avermelhado do selo mágico que ele colocara em mim. Eu entendi o jogo. Azael achava que podia usar a escuridão para saciar uma fome possessiva e, ao amanhecer, vestir uma armadura de arrogância e me tratar como um objeto descartável para salvar seu próprio orgulho imortal. Ele achava que me rebaixar ao status de "brinquedo" me faria chorar ou implorar por sua validação. Ele estava redondamente enganado. Se ele queria me manter trancada em seus aposentos privados como sua prisioneira de luxo, eu transforma

