Capítulo 27 Elena finalmente ergueu os olhos azul-tempestade. Não havia mais o brilho sedutor, nem a inteligência afiada que costumava provocá-lo. Restava apenas uma apatia gélida, o olhar de quem já aceitara que sua vida não passava de uma moeda de troca. Elena: Faça o que tiver que fazer, milorde. Sua voz saiu baixa, arrastada pelo vento de cinzas. Elena: Apenas garanta que, quando o sangue dele lavar este chão, o senhor se lembre de que cumpri a minha parte. Se eu sobreviver a este dia, espero que meu confinamento tenha, ao menos, um teto que não mude de opinião a cada noite. Ela puxou o capuz ainda mais para baixo, encerrando o contato visual antes que Azael pudesse responder. As palavras de Elena ecoaram na mente do rei como um insulto silencioso. Ainda assim, ele não teve temp

