Capítulo 24 *(Ponto de Vista de Azael)* Elena achava que havia vencido Achava que o sutil brilho escarlate das minhas runas era uma confissão de derrota, um sinal de que eu cairia de joelhos diante dela e imploraria pelo seu veneno. Que insolência mortal. Ela lia os espasmos da minha magia como se fossem poesia, esquecendo-se de que eu sou o mestre da força que corre em minhas veias. Se ela pensou que eu perderia o controle, que gritaria, ou que a puniria fisicamente para esconder a minha frustração, ela subestimou os milênios que passei esculpindo o meu próprio império sobre pilhas de ossos. Minha raiva não se traduz em fraqueza. Ela se traduz em gelo. Caminhei de volta para o quarto. Meus passos não tinham pressa, nem o tremor da hesitação. Parei no centro do aposento de mármor

