# Capítulo 17 O silêncio que antecedia o eclipse era quase palpável nas profundezas das masmorras de ferro. A luz da lua de sangue, que começava a tingir o céu do submundo com um tom escarlate e doentio, filtrava-se fracamente pelas fendas superiores da rocha vulcânica. Elena permanecia no centro de seu casulo de calor rúnico. Ela não dormia. Seus sentidos humanos, aguçados pelo isolamento e pelo perigo constante, captaram o som metálico e arrastado de passos que tentavam ser furtivos. Não eram os passos firmes e autoritários de Azael, nem os compassados de Balthazar. Eram passos apressados, leves e cheios de uma urgência venenosa. As grades de ferro frio gemeram quando a chave de latão n***o girou na fechadura. A silhueta esguia da Duquesa Lilith materializou-se na penumbra da ce

