Capítulo 2⚡

700 Words
Gabriele. Chegamos na casa da Bruna depois de ter andado horrores, ó casa longe viu, minhas pernas que lute. Comprimento a tia Safira (mãe da Bruna). Fomos para o quarto da Bruna, ela foi trocar de roupa e eu deitei na cama da bonita, sou de casa né, junto da Duda. Nem celular tem pra passar o tédio, o vida triste. Já deve ser umas 18:40, a gente estuda a tarde, mas já tô doida para mudar pra manhã. Vi a Bruna sair do banheiro com um pedaço de pano que ela chama de short. -Era mais fácil ter ficado nua- brinquei e ela deu de ombros. -Eu sei que vocês querem ver o meu corpinho nu, mas não vai ser dessa vez- debochou e eu ri. -Só o Menor que pode né- falou a Duda cínica. -Cala boca, se a minha mãe escuta, ela quebra os meus dentes- falou arregalando os olhos. Apenas dei risada negando, diferente da Bruna eu nunca fiquei com ninguém, em nenhum sentido mesmo, sou lançamento, mas não quero que seja com qualquer um. -É hoje que a Gabizinha vai perder esse bv, já tá mais do que na hora- brincou a Bruna. -E esse cabaço mulher- falou a Duda. -Eu tô nem preocupada com isso, suas palhaças- falei negando com a cabeça. -O Gabriel, arrancou meu cabaço, e me botou de quatro- cantarolou a Bruna. -Como é a história dona Bruna? Tu fica cantando essas p*****a, que eu meto a porrada em tu garota- falou a mãe da Bruna brotando na porta do quarto. -Tava brincando mãe, só uma música- fez carinha de inocente e eu segurei pra não rir. Quando a mãe da Bruna desapareceu, as três teve uma crise de riso. O golpe taí caí quem quer. Fomos se arrumar cada uma de uma vez, eu só sirvo de maquiadora aqui. -Tá, adorei a maquiagem, mas agora vai se arrumar vai- falou a Bruna e eu assenti. Tomei um banho caprichado, escovei os dentes, fiz o babado todo. Coloquei um vestido preto, colado no corpo, um pouco curto, calcei meu tênis branco da fila. Me maquiei toda, eu tô uma gostosa, fazia tempos que não me sentia assim. Sorri de lado me vendo no espelho, minha auto-estima tá lá no céu. A Bruna ficou de boca aberta me olhando e eu gargalhei envergonhada. -Poxa, porque tão gata, hoje vai brotar tanto macho querendo ficar com você, se prepara n**a- falou e eu neguei. -Nada de pegar traficante, Deus que me livre- falei me benzendo. -Você tá certa, mas se der vontade, se joga, melhor se arrepender do que passar vontade- falou rindo e a Duda assentiu. -Que ótima influência, se a minha mãe sonha que vocês me dá esses conselhos, ela quebra nós todas- falei suspirando. -Deus é mais, agora vamos logo, porque a quadra não é tão perto assim- falou a Bruna e assentimos. Saímos de casa, as meninas a todo momento falando da vida de todo mundo, eu só ia na onda e rindo. Se minha mãe me pega uma hora dessas na rua, ainda mais com essa roupa tô morta. Passamos uns 20 minutos andando até chegar na quadra, onde está rolando o baile, cheio de gente, seguramos uma na mão da outra para não se perder, e fomos entrando. A Bruna conseguiu fazer a gente entrar no camarote, só porque é prima do dono do morro, por sorte. Aqui tá cheio de traficantes bebendo e fumando várias drogas, a maioria com fuzil na mão. Passei meu olhar por todo baile e até que tem alguns carinhas bonitos, mas quando eu lembro que são do tráfico, desânimo, já tenho problemas demais. -Que milagre as pirralhas vim pro baile, a mãe de vocês deixou?- perguntou a Safira (Maria fuzil) com o Gui do lado. -Deixou viu bê, agora eu acho melhor você ir cuidar da sua vida- falou a Duda serinha. -Tô vazando pô, essas mina é tudo emocionada dando uma de bravinha- falou no deboche. Neguei com a cabeça e a Bruna pegou bebida pra ela, me ofereceu mas não aceitei, começamos a dançar, eu não sou a Lara Silva mas dou pro gasto quando se trata de dançar...
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