Christian demorou aproximadamente 2 horas com Elena dentro do escritório e minha paciência esta por um fio. Ouvi passos vindo pelo corredor e fingir esta lendo algum artigo na GQ.
- Bom Elena, nos vemos amanha. - eles se abraçaram e Christian a levou até porta voltando segundos depois. - Baby, preciso que amanha você seja compreensiva o máximo que puder.
- Porque? - fechei a revista e comecei a observar a expressão dele.
- Amanha Suzannah e meu filho viram almoçar aqui.
- O que ? - levantei passando a mão pelo cabelo, respirei fundo tentando assimilar as coisas. Christian me pediu para ser compreensiva e depois anuncia que seu filho virá almoçar aqui com a mãe.
- Ana por favor, só te peço isso.
- Christian não sei se vou conseguir, isso é demais pra mim.
- Eu sei baby e não quero exigir muito de você, só que eu preciso da sua ajuda porque sozinho eu não consigo.
- Christian eu jamais vou deixar você passar por isso sozinho, eu sou sua esposa, sua Ana e tudo que eu quero é que isso passe logo.
- Obrigado baby, eu te amo.
- Eu também te amo - olho para suas mãos em minha cintura e levanto o rosto o encarando - Christian posso te pedir uma coisa?
- Qualquer coisa ...
- Faça o teste de DNA de novo.
- Ana ...
- Por favor Christian, esse não me convenceu. Não sei , eu sinto que tem algo de errado nisso, esse filho que apareceu do nada, esse teste que demorou em sair. A ciência esta muito avançada e esse resultado poderia ter saido na hora, você é o Christian Grey e sempre tem o que ter na hora, como um simples exame de paternidade que sai no dia o na mesma hora você não pode controlar?
- Ana as coisas não são tão fáceis assim.
- São simples Christian Grey e isso você não notou.
- Ana ... - ele me solta e caminha até ao piano onde apoia suas mãos e baixa a cabeça - ele é meu filho é só isso que você tem que entender.
- Não entendo Christian, nunca vou entender. Ela poderia muito bem ter ido atrás de você quando soube que estava gravida do bilionário Christian Grey, mais ela simplesmente veio só agora.
- Ela estava com medo.
- Sério? Medo? - bufei e respirei fundo - Senhor Grey esperto para algumas coisas e lento pra outras, eu só quero que você entenda que alguém manipulou isso Grey.
- Ana não me chama assim.
- Grey? Ok ... Só pensa Christian que tem alguém por trás disso tudo e que esse menino não é o seu filho ou a Susannah só quer mesmo o seu dinheiro, primeiro Leila, agora Susannah quem mais falta aparecer da sua lista de subordinadas ?
- Para Anastasia - ele bateu a mão sobre o piano e pulei de susto - não é nada disso que você esta pensando, teve muito tempo para bolar isso?
- Não senhor Grey é apenas usar o raciocínio. - bate o dedo indicador na cabeça devagar.
- Voce me deixou furioso Ana e tudo que eu quero é te dar uma bela lição.
- Sem lições senhor Grey apenas fiz o meu papel de mulher da casa. Christian só não deixa pra ver a verdade quando for tarde demais.
- Esta me avisando que vai me deixar?
- Não sei senhor Grey, o senhor não sabe de muitas coisas? - virei e subi, fui até ao nosso quarto onde peguei um pijama e caminhei até ao quarto de hospedes onde dormir ( bom na verdade tentei dormir) , acordei as oito com gritinhos de Ted no jardim e o vi brincar com Gail, sorri e resolvi fazer minha higienes matinais.
As onze da manha como combinado Susannah a ex submissa do meu marido havia chegado, respirei fundo e tentei controlar os nervos.
- Susannah essa é Ana minha esposa.
- Prazer senhora Grey. - nos cumprimentamos com um aperto de mãos e senti um choque entre nós.
- Seja bem vinda a minha casa, fique a vontade.
- Papai ... - Ted entra correndo pela sala com uma pipa na mão.
- Ted meu filho, deixa o papai te apresentar, essa é a Susannah a mãe do seu irmãozinho e esse é Christopher seu irmãozinho.
- Não é filho da minha mamãe?
- Não Ted.
- Oi sou Ted . - ele estendeu a mão para o menino que pegou e sorriu parecia tímido e algo não me cheirava bem naqueles dois.
- Oi ...
- Ted porque não leva Christopher para seu quarto de brinquedos.
- Tá bom, vem Chlistopher.
- Obrigada Christian, obrigada por deixar ele participar da sua vida.
- Não precisa agradecer.
- Eu vou deixar vocês a vontade .
- Não senhora Grey a intrusa aqui sou eu, fique a vontade a casa é sua. - ela sorriu timidamente e Christian me encara como se esperasse uma resposta.
- Susannah fique a vontade, eu preciso tomar um remédio . Umas vitaminas por causa da minha gestação.
- Outro filho Chris ... - parei no meio da escada e respirei olhando para trás, ela havia mesmo chamado o meu marido de Chris? Balancei a cabeça e continuei andando.
Deitei um pouco para tentar pensar no que estava acontecendo, ter os dois assim tão próximos me deixa com raiva e um ciume que ...
- Baby já faz duas horas que esta aqui trancada.
- Quero ficar sozinha Christian.
- Ana você prometeu tentar, lembra? - sentei na cama tentando não chorar - o que foi ?
- Não dá, simplesmente não dá - dei uma pausa e limpando as lágrimas que caiam - eu pensei que fosse fácil fazer isso, mais não é, tem um filho seu lá embaixo com uma mulher que já fez de tudo para agradar o meu marido, ela é melhor do que eu .
- Ana claro que não, se ela fosse tão boa assim eu não teria me casado com você e sim com ela.
- Tenho medo de te perder, tenho medo de você me trocar por ela.
- Jamais Ana, jamais trocaria você meu anjo. Ana você é o meu porto seguro e enquanto houver o amanha eu sempre vou te amar. - Putz Christian Grey havia se declarado de novo, esta de joelhos diante de mim, meu cinquenta tons me ama e ninguém poderia mudar isso.
- Me ama mesmo?
- Ana ... enquanto eu viver só vai existir nós dois.
- Me perdoa Christian ...
- Baby vem cá ... - ele bate na sua perna onde sento, aninho meu rosto em seu pescoço e onde fico ali por alguns longos minutos.
- Senhor Grey, o almoço esta servido. - Gail nos faz soltar de susto e nos ajeitamos.
- Estamos indo ,obrigado. - ela sorriu e Christian me encara - Pronta?
- Pronta ... - ele beijou minha mão esquerda e caminhamos rumo a um almoço que prometia ser tenso, mais eu havia prometido ao meu marido que eu tentaria por ele.
- Christian obrigado pelo almoço.
- Nos que agradecemos, obrigado por ter me deixado conhecer o meu filho.
- Não precisa agradecer.
- Te acompanho, Taylor vai levar vocês.
- Senhora Grey, muito obrigado .
- Não precisa agradecer Susannah. - nos abraçamos e me despedi de Christopher com um beijo na bochecha e eles sairam com Taylor porta a fora.
- Senhora Grey, obrigado por tentar. - envolvi meu braço em sua cintura beijando a ponta do nariz dele.
- Não precisa agradecer meu amor.
- Amor ... - ele roçou nossos nariz e nos beijamos com paixão e devoção.
- Aí ... - senti uma pontada na barriga - Aí ...
- Ana o que foi ?
- ta doendo Christian esta doendo. Me ajuda eu não posso perder nosso pontinho.
- Calma meu amor, respira ... Sawyer ... - ele gritou e o mesmo apareceu - me ajuda a levar a senhora Grey até ao carro.
- Sim senhor. - Christian me pega no colo e Sawyer abri a porta para nós.
- Baby fica calma, fica calma e respira comigo.
- Tá amor ...
- Isso meu anjo ... - ele inspirava e soltava devagar e eu fazia o mesmo. Chegamos no hospital em cinco minutos e a doutora Green nos esperava na recepção.
- Senhor e senhora Grey o que houve?
- Ana esta sentindo fortes dores no abdômen.
- Ana tente ficar calma e senhor Grey nos espere aqui.
- Cuida dela . - a doutora assenti e atravessamos as portas duplas, tudo que eu ouvi foi uma voz feminina me chamar quando entrei em uma enorme escuridão.